Tomé Panazeite é o novo Provedor da Misericórdia de Serpa
O engenheiro agrónomo Tomé Panazeite é o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS) para terminar o mandado de 2023/2026, depois de a sua lista ter alcançado 49 votos dos 55 possíveis.
Em declarações à agência Lusa, o responsável afirmou que, apesar de ainda não ter tido contacto "com a documentação oficial" e da "muita especulação que existe", é de conhecimento público que "a Santa Casa da Misericórdia atravessa um momento difícil" e que, por isso, os próximos meses serão "de muito trabalho".
"Estou à espera da tomada de posse para ter o conhecimento real do estado de alma da própria Santa Casa e começar a trabalhar de imediato, porque é preciso abrirem-se portas que estão fechadas", assumiu.
A lista liderada pelo engenheiro-agrónomo foi a única a concorrer às eleições intercalares de quinta-feira, dia 27 de agosto, depois de a Mesa Administrativa se ter demitido em bloco.
O documento oficial dos resultados, consultado pela Lusa, revelou que a "Lista A" alcançou 49 votos, tendo-se registado, também, cinco votos em branco e um nulo.
De acordo com Tomé Panazeite, a SCMS é "uma instituição com mais de 500 anos" e "não pode desaparecer de qualquer forma", sendo necessário "arregaçar as mangas e avançar-se ao trabalho".
"Tanto eu como a equipa que consegui reunir temos conhecimento das dificuldades que vamos ter, mas acho que com trabalho vamos conseguir", resumiu.
Segundo o novo provedor, a tomada de posse da Mesa Administrativa, do Conselho Fiscal e da vice-presidente da mesa da Assembleia Geral deverá ocorrer, "provavelmente, no final da próxima semana [ou] princípio da outra", ou seja, na primeira quinzena de setembro.
No final de julho, a Mesa Administrativa da SCMS, no distrito de Beja, demitiu-se em bloco, após ter sido chumbada a proposta para a gestão partilhada de valências da instituição com um grupo de saúde privado.
Na ocasião, a provedora demissionária, Maria Isabel Estevens, justificou a decisão com "a forma como a assembleia decorreu", considerando que na reunião "poderiam ter sido revistas e melhoradas" as condições da proposta de contratos com o grupo privado, o que, disse, não aconteceu.
A proposta previa um contrato para a gestão da estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI) e da unidade de cuidados continuados integrados (UCCI) e um outro de consultadoria e mediação na área da saúde.

