A AFIRMAÇÃO DA CORRENTE (M-L) NO DISTRITO DE BEJA NOS PÓS 25 DE ABRIL DE 1974

À semelhança do PCP (Partido Comunista Português) que, à revelia da sua direção, tem uma sede aberta em Pias a 26 de abril de 1974, também a implantação dos movimentos políticos marxistas-leninistas, no distrito de Beja, se inicia logo a seguir ao golpe militar que depõe a ditadura.


O Quadro I revela-nos a estrutura organizativa destes movimentos da esquerda radical de matriz m-l, em Beja, nos anos de 1974 e 1975, os quais chegaram a hegemonizar a direção da delegação de Beja do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a qual, tendo por bandeira a luta pelas 40 horas de trabalho semanal, dirige a greve de novembro de1975 que, dia 12, na capital do Baixo Alentejo, origina uma grande manifestação que tem a particularidade de ter tido o apoio do Subdelegado do Ministério do Trabalho, Manuel Pegado, que abriu as portas da delegação aos operários em luta. Esta atitude de desobediência às diretrizes do ministro do Trabalho do VI Governo Provisório, Tomás Rosa, conduziu, após o 25 de novembro, à transferência/saneamento de Manuel Pegado.

 

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