De acordo com os comunistas, em causa está “o futuro do Hospital de São Paulo, da Unidade de Cuidados Continuados e de respostas sociais fundamentais, como o Lar e o Apoio Domiciliário, que presta apoio a mais de 100 utentes.”

Em comunicado, o PCP recorda que há anos que alerta “para os riscos do modelo de transferência do Hospital de São Paulo para a Misericórdia” e considera que “a realidade veio confirmar essas preocupações: dificuldades financeiras, problemas laborais e assistenciais e uma instituição que enfrenta hoje uma situação de enorme fragilidade.”

Segundo o PCP, “há responsabilidades pelas opções políticas que conduziram a esta situação, incluindo as decisões tomadas pelo então Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, que acompanhou o processo relativo ao Hospital de São Paulo e Bloco Operatório”. Por outro lado, defende que deve ser respeitada a decisão tomada no passado dia 28 de julho, pelos associados da Santa Casa que rejeitaram a proposta de gestão partilhada com um grupo privado de saúde, abrangendo respostas sociais e de saúde.

Para o PCP cabe à administração central “garantir e financiar os cuidados de saúde”, por isso, defende que a luta deve ser dirigida a quem efetivamente tem responsabilidades e questiona “a posição assumida em campanha pelo atual Presidente da Câmara, Francisco Picareta, ao garantir que o Município teria um papel central na resolução de uma responsabilidade que cabe ao Estado.”

O PCP reafirma a sua posição de que o Hospital de São Paulo deve regressar ao Serviço Nacional de Saúde, uma vez que a população de Serpa precisa de uma resposta pública, estável e de qualidade, os trabalhadores precisam de garantias, os utentes precisam de respostas e a Santa Casa precisa de uma solução que assegure a continuidade das suas respostas, sem desmantelamento e sem entrega a interesses privados. 

Comente esta notícia

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.