Esta é uma iniciativa de âmbito nacional que volta a mobilizar organizações, autarquias, redes locais e comunidades em torno da valorização da diversidade cultural, do diálogo intercultural e da promoção dos direitos humanos. A iniciativa conta, uma vez mais, com o apoio da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) e da OIM (Organização Internacional para as Migrações).

São cerca de 300 as atividades que vão decorrer em todo o país, com o objetivo de combater estereótipos e dar visibilidade à riqueza da diversidade presente nos territórios. Para a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, esta iniciativa afirma-se como um espaço de proximidade, encontro e intervenção social, com expressão em grande parte do território nacional.

“A Semana da Interculturalidade é uma iniciativa que promove o encontro, o diálogo e a valorização da diversidade cultural, enquanto dimensão essencial de uma sociedade mais inclusiva e coesa”, afirma a coordenadora nacional da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, Maria José Vicente.

A EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza considera que “num momento em que se acentuam tensões sociais e, a edição de 2026 assume uma relevância particular ao colocar no centro da agenda pública a necessidade de reforçar a escuta e a participação.”

“Mais do que celebrar a diversidade, trata-se de afirmar a necessidade de construir respostas mais humanizadas e inclusivas, colocando a pessoa humana no centro de qualquer ação”, acrescenta Maria José Vicente.

A Semana da Interculturalidade 2026 inclui também o relançamento da campanha “O Discurso de Ódio Não É Argumento”, com uma nova imagem gráfica, reeditada por Miguel Januário a partir da versão original de 2022. A campanha mantém a lógica de responder ao preconceito com frases curtas e de forte impacto, abordando temas como racismo, igualdade de género, exploração laboral e discriminação em função da orientação sexual.

Para a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, a edição de 2026 deixa um desafio claro: olhar para a interculturalidade como uma responsabilidade partilhada e como uma dimensão essencial da coesão social.

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