O autarca destacou a forte adesão do público e a capacidade da feira continuar a afirmar-se como um dos principais certames do interior alentejano.

“É um balanço positivo, apesar da muita chuva que nos brindou durante estes três dias de feira. Ainda assim, vimos que esta feira é realmente ímpar, porque com chuva, com o tempo que esteve ao longo destes três dias, recebemos milhares de visitantes aqui na feira que puderam visitar e ver de perto aquilo que são as nossas atividades e aquilo que é realmente um conjunto de história e de cultura nossa que torna a Feira de Garvão ímpar”, afirmou.

Segundo Marcelo Guerreiro, o certame voltou a demonstrar a importância da valorização do território, das tradições e das atividades económicas ligadas ao mundo rural.

“Ficamos muito satisfeitos pela forma como a feira decorreu, pelo público que veio a Garvão, pela mostra que tivemos do nosso território e do nosso concelho. Sem dúvida que a Feira de Garvão é uma feira que está viva, é uma feira cheia de história, mas sem dúvida nenhuma com muito futuro”, acrescentou.

O presidente do município destacou igualmente o crescente reconhecimento da carne de raça garvonesa, cuja recuperação considerou um exemplo de preservação do património genético e económico do território.

“Efetivamente muito feliz pelo trabalho que foi desenvolvido até aqui. A garvonesa esteve em vias de extinção, esteve praticamente extinta com cerca de uma dezena de exemplares, e ver hoje aquilo que acontece, a dinâmica que existe, a valorização que existe, é, sem dúvida, deixar-nos orgulhosos por todo o trabalho que foi desenvolvido”, referiu.

Marcelo Guerreiro recordou que o processo de recuperação da raça resulta de “um trabalho de décadas” desenvolvido por criadores e entidades ligadas ao setor pecuário.

“Hoje conseguimos dar um passo em frente, que é a sua comercialização. Existindo comercialização, há valorização e a produção está garantida e assegurada”, sublinhou.

O autarca salientou ainda que a carne de raça garvonesa já está disponível para comercialização online através do projeto “Carnes da Montanha” e começa a ganhar espaço na restauração nacional.

“Vimos restaurantes a ter carne de vaca garvonesa. Vimos alguns dos melhores chefes do nosso país a pegarem na carne de raça garvonesa pela sua qualidade, mas também por aquilo que significa e pela história que tem”, concluiu.

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