A decisão foi anunciada pela presidente da Junta de Freguesia, Sandra Albino, através de uma carta aberta dirigida à população, na qual explica que a renúncia resulta da impossibilidade de garantir “um executivo estável” e de concretizar o programa sufragado nas urnas.

Na missiva, a autarca acusa os eleitos do PS, “aliados com o único eleito do Chega”, de terem inviabilizado sistematicamente todas as soluções apresentadas pela CDU, impedindo a governação da freguesia.

“Os interesses partidários foram colocados acima dos interesses da freguesia”, sustenta Sandra Albino, considerando que o impasse institucional vivido nos últimos meses comprometeu o funcionamento normal dos órgãos autárquicos e prejudicou a população.

Segundo a presidente da Junta, a decisão foi tomada “de forma coletiva e solidária” por todos os eleitos e candidatos da CDU à Assembleia de Freguesia, incluindo a própria, com o objetivo de “devolver aos ferreirenses o mandato que nos confiaram”.

A autarca afirma ainda que tentou, ao longo dos últimos meses, encontrar soluções de diálogo e entendimento que permitissem assegurar estabilidade governativa, mas entende que deixaram de existir condições políticas para manter o atual quadro institucional.

Com a formalização das renúncias, ficam agora reunidas as condições legais para a marcação de eleições intercalares na freguesia de Ferreira do Alentejo, cabendo às entidades competentes definir a data do novo ato eleitoral.

Em nota de imprensa, a Concelhia do PS de Ferreira do Alentejo, afirma que “já desde novembro de 2025, apontou a realização de eleições intercalares para os órgãos da freguesia de Ferreira do Alentejo, como solução para o impasse, teimosamente criado pela CDU.”

Os socialistas consideram que desde as eleições, a presidente eleita, impediu a assembleia de freguesia de aprovar um elenco do executivo viável e acusam a “minoria da CDU” de querer “impor soluções” numa atitude que dizem ser “antidemocrática” e que levou ao “impasse e a prejudicar o funcionamento da freguesia.”

Com a realização de eleições, o PS considera que “os ferreirenses terão a oportunidade de colocar a sua freguesia na normalidade administrativa, para voltar a servir a comunidade, liberta de partidarismos ultrapassados”.

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