Contactado pela agência Lusa, o novo reitor eleito, cuja tomada de posse está agendada para 11 de maio, disse que “não sabia como seria a votação”, mas congratulou-se perante o que considerou “uma vitória expressiva”.

“Fico muito contente por me terem reconhecido a mim e ao projeto que represento”, acrescentou.

António Candeias, que já tinha tentado a eleição há quatro anos, sem sucesso - uma vez que nesse ato eleitoral Hermínia Vasconcelos Vilar venceu -, é professor do Departamento de Química e Bioquímica da universidade alentejana.

Questionado sobre os próximos quatro anos, a duração do mandato no âmbito do qual vai assumir o ‘destino’ da UÉ, o reitor eleito esclareceu à Lusa que pretende “uma universidade que esteja mais presente no território e se afirme como uma universidade de referência”.

“E que, essencialmente, com a participação de todos, dos estudantes, funcionários, docentes e dos investigadores, consigamos, por um lado, formar cidadãos que sejam críticos e socialmente capacitados para o mundo do trabalho”, acrescentou.

Por outro lado, completou, pretende que o conhecimento produzido na UÉ “possa ser valorizado social e economicamente para bem da sociedade, da região, do país e do mundo”.

O reitor da Universidade de Évora é eleito pelos 25 membros do Conselho Geral: 13 representantes de professores e investigadores, três representantes dos alunos, dois do pessoal não docente e não investigador e sete membros cooptados, incluindo o presidente do órgão.

Fonte da instituição revelou à Lusa que, no ato eleitoral de hoje, votaram 24 elementos do Conselho Geral da UÉ, já que, antes da reunião, se demitiu um dos representantes dos alunos.

No passado dia 24, em declarações à Lusa numa peça com ambos os candidatos ao cargo de reitor, António Candeias assumiu pretender implementar “um novo ciclo com mais dinâmica [e] mais execução”.

“Temos que ter uma universidade que seja capaz de dar resposta aos desafios demográficos, sociais e económicos profundos e, para isso, precisa de ganhar ritmo, confiança e capacidade de executar”, apontou o então candidato.

António Candeias propôs ainda “serviços com prazos e uma reengenharia processual que liberte as pessoas de procedimentos que, muitas vezes, não são adequados”.

Eleita há quatro anos, Hermínia Vasconcelos Vilar concorria a um segundo mandato para “continuar o caminho de reconhecimento e crescimento” da academia, disse na altura a então candidata à Lusa.


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