“São muito importantes para ajudar a promover o trabalho dos produtores de vinho, mas também para trazer gente aos territórios e dinamizar a economia local”, afirmou, sublinhando o papel destes eventos na criação de oportunidades para o mundo rural.

O presidente da AMPV destacou ainda a capacidade do vinho para se articular com outros ativos identitários, como a gastronomia ou o cante, contribuindo para atrair visitantes e reforçar a experiência turística. Nesse sentido, a distinção do Baixo Alentejo como Cidade Europeia do Vinho 2026 é vista como uma oportunidade estratégica. “É uma forma de levar ainda mais longe o reconhecimento do território e de atrair quem procura bons vinhos, boa gastronomia e a autenticidade do Alentejo”, referiu.

Apesar do potencial, Luís Encarnação alertou para os desafios que o setor enfrenta, nomeadamente o abrandamento global do consumo de vinho. “Temos de nos reinventar e apostar no enoturismo como forma de gerar valor”, defendeu, apontando para a necessidade de aumentar o peso deste segmento na região, atualmente ainda reduzido.

Entre os desafios, destacou também a discussão em torno da rotulagem do vinho na União Europeia, considerando que o produto representa muito mais do que uma bebida alcoólica. “Dentro de uma garrafa de vinho está cultura, identidade, tradição e economia”, sublinhou.

O Vidigueira Vinho decorre até este domingo, afirmando-se como uma montra privilegiada para os vinhos e para o território.

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