Em comunicado, Pedro do Carmo, defende que o CCCB, da responsabilidade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), devia ser instalado em Mértola, “fazendo jus à qualificação do município como a capital nacional da caça” e ao seu trabalho de “valorização do interior”. 

Segundo Pedro do Carmo, o concelho “integra cerca de 90% da área protegida do Parque Natural do Vale do Guadiana” e “as suas condições naturais asseguram condições excecionais para as espécies cinegéticas e, simultaneamente, para toda a biodiversidade associada”.

“O território reúne condições únicas ao nível dos habitats, da experimentação em contexto real, da capacidade técnico-científica instalada e da articulação efetiva entre conservação da natureza, setor cinegético e desenvolvimento territorial, pelo que a localização em Mértola permitiria ancorar o centro num verdadeiro laboratório vivo, potenciando a sua eficácia, relevância e ligação ao território”, justifica o deputado.

No início do mês, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé, disse ter sido com “estranheza e indignação” que recebeu a notícia da possível escolha de Oeiras, no distrito de Lisboa, como local para a instalação do CCCB.

Segundo Mário Tomé, se Oeiras “fosse um concelho com atividade cinegética e com provas dadas no setor da caça” teria de compreender a decisão.

Contudo, acrescentou, como isso não acontece, é difícil de “aceitar” essa possibilidade. 

Em 17 de abril, a Câmara de Mértola enviou uma exposição ao CCCB considerando que, dado “as condições instaladas e o ecossistema territorial existente”, a sede física do organismo deveria localizar-se neste município do distrito de Beja.

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