A intervenção, que foi adjudicada à Samthiago pela Câmara Municipal de Alvito, tem o acompanhamento técnico da Direção Regional de Cultura do Alentejo e “permitiu colocar a descoberto uma parte deste importante conjunto mural”, é referido numa nota de imprensa enviada à Lusa.

“As pinturas foram descobertas sob a camada de azulejos de padronagem de meados do século XVII, que forram o corpo da igreja. Serão vestígios de uma campanha de fim do século XVI da oficina de José Escovar, com anjos músicos, que ocuparia a sanca das paredes do cruzeiro e se estenderia, talvez, ao arco triunfal”, explicou o historiador e professor Vítor Serrão.

No dia 03 de julho será possível observar os frescos no âmbito do evento “Dias Abertos da Rota do Fresco 2021”, organizado pela SPIRA – Revitalização Patrimonial, com acompanhamento dos técnicos de restauro responsáveis pela intervenção.

A inscrição para o dia em que serão observados os frescos da Igreja Matriz de Alvito é gratuita e pode ser feita por ‘email’ (compadres@spira.pt) até 29 de junho e inclui, também, uma visita à Ermida de São Neutel, com mais de 500 anos, em Vila Nova da Baronia, que já se encontra totalmente recuperada.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, matriz de Alvito, classificada como Monumento Nacional pela Direção-Geral do Património Cultural, foi edificada no século XIII e passou por várias obras de ampliação nos séculos seguintes.

O corpo da igreja possui três naves com abóbadas que apresentam elementos góticos e renascentistas, sendo uma grande parte do seu interior revestido por azulejos do século XVII.

A intervenção de restauro dos azulejos deverá estar concluída até ao final deste ano.

 

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