Foto: FAP

O procedimento, lançado pelo Estado-Maior da Força Aérea, prevê a empreitada de construção de um edifício para a Esquadra de Voo do sistema de armas A-29N na BA11, com um preço base de 2,85 milhões de euros (sem IVA) e um prazo de execução de 420 dias. O concurso encontra-se aberto até 28 de janeiro de 2026, sendo o critério de adjudicação exclusivamente o preço.

A nova infraestrutura surge como peça crítica para garantir condições operacionais, logísticas e de instrução adequadas a uma frota que vem reforçar capacidades consideradas prioritárias: treino avançado de pilotos, apoio aéreo próximo em contexto conjunto ou combinado, interoperabilidade NATO e missões emergentes como a luta anti-drone. A decisão de investir num edifício próprio para a esquadra confirma que a presença dos A-29N em Beja não é transitória, mas estrutural.

A integração dos Super Tucano ocorre num contexto mais amplo de consolidação de Beja como polo aeronáutico e de defesa. Recorde-se que foi recentemente anunciada a intenção de instalar no concelho uma fábrica dedicada à construção deste modelo, no âmbito de um entendimento entre o Governo português e a Embraer. Se concretizado, esse investimento terá impacto direto na criação de emprego qualificado e na atração de empresas da cadeia de valor aeronáutica.

Em termos estratégicos, o anúncio do concurso público fecha um ciclo lógico: primeiro a decisão política e militar de aquisição dos A-29N, depois a sua colocação operacional em Beja e, agora, o investimento em infraestruturas permanentes. O que fica por responder é a calendarização efetiva entre a entrada em pleno funcionamento da esquadra, a conclusão do edifício e a materialização do projeto industrial anunciado — um alinhamento decisivo para que Beja não seja apenas base de acolhimento, mas um verdadeiro hub aeronáutico nacional.

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