Festival Internacional de Teatro do Alentejo com 15 companhias de seis países
Quinze companhias de teatro de seis países ibero-americanos participam este ano no Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA), que arranca nesta quinta-feira e que vai passar pelos distritos de Beja, Portalegre e Setúbal.
"O FITA é, como o próprio nome indica, um festival internacional de teatro que ocorre em todo o Alentejo [e] tem um perfil ibero-americano, com predominância de espetáculos oriundos do espaço sul-americano", explicou hoje à agência Lusa o diretor artístico do certame, António Revez.
O festival, que se prolonga até dia 30 deste mês, é organizado pela companhia bejense Lendias d'Encantar e vai apresentar espetáculos de teatro e de música, debates, conferências e formações artísticas nos concelhos de Beja, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ponte de Sor, Portalegre e Santiago do Cacém.
Segundo António Revez, a Colômbia é o país convidado desta 13.ª edição do FITA, que conta também com companhias de teatro e músicos oriundos de Portugal, Espanha, Chile, Argentina e Brasil.
Para o diretor artístico, o evento vai apresentar "um programa bastante diversificado" que permitirá atrair diferentes públicos.
Mas trata-se, sobretudo, frisou, de criar coproduções entre os grupos artísticos e "uma relação mais estreita entre os criadores nacionais e os criadores internacionais” que vão visitar o Alentejo.
"As expectativas são sempre as melhores. [Esperamos] que o público da região possa aderir aos espetáculos e que o FITA sirva, de alguma forma, para um intercâmbio e futuras colaborações entre os artistas nacionais e internacionais. Temos essa experiência de serem várias as coproduções que nasceram no âmbito deste festival", referiu.
O FITA, realçou o também ator, proporciona ainda ao público do Alentejo “a possibilidade de assistir a espetáculos que, se não fosse no âmbito de um festival [deste género], muito dificilmente poderiam percorrer a região".
"Quem faz a grande maioria da programação dos teatros e dos cineteatros na região são os municípios e é de alguma forma insustentável financeiramente, a título individual, um município trazer uma companhia da Argentina ou do Brasil”, argumentou.
Assim, continuou, “o festival como é descentralizado e decorre em vários concelhos permite que esses custos de produção associados à movimentação de uma companhia internacional acabem por ser divididos por vários municípios".
“Um dos aspetos mais relevantes do FITA é que este acaba por fazer uma economia de escala e possibilitar que o público tenha acesso a essas criações", sublinhou.
O festival vai arrancar, em Beja, com o espetáculo "Huellas", da companhia colombiana Teatro Naciente de Madrid, no auditório do Pax Julia Teatro Municipal, pelas 21:30.
Ao longo dos 10 dias do festival serão ainda apresentadas as peças portuguesas "A Teia da Verdade", da Animateatro, "Odisseia", do Chapitô, "Nos tempos de Gungunhana" (Portugal/Monçambique), da Chamadarte, e "Descaminho", de Este.
Da Colômbia, vão estar no FITA as produções "Clownti", de Jubro Teatro de Títeres, "Alegria Colombiana", do grupo com o mesmo nome do espetáculo, e "Danza de Colores", da Corporación Folclórica Y Cultural Polzame.
As peças "Malaika", de La Sonrisa del Lagarto, "Zapatos Nuevos", de Tian Gombau - Companyia de Teatre, "El Rey se Muere", de Atalaya, e "Perra Cimarrona", de Lucia Trentini, serão os representantes espanhóis.
"Algo", de 1/2 res (Argentina), "Útero Bicorne", de Comedia Cordobesa (Argentina), "Girasoles para María", de Vital Teatro (Cuba), e "Atrás das paredes", de Plágio de Teatro (Brasil), são outras das propostas teatrais.
Ao nível musical, a programação inclui as atuações de Martim Helena (dia 24), Daniela Helena (26), Paulo Ribeiro (27) e Rui Eugénio e António Revez (30).
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