Câmara de Almodôvar com orçamento de 30ME, mais 2,6ME do que em 2025
A Câmara de Almodôvar, no distrito de Beja, conta este ano com um orçamento na ordem dos 30 milhões de euros, cerca de mais 2,6 milhões do que em 2025, revelou hoje o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Almodôvar, José Tadeu Freitas (PSD), realçou que o orçamento municipal deste ano "tem por base pequenas obras e alguns investimentos do executivo anterior" que, apesar de "não serem prioritários" para a atual gestão, têm que “ser assegurados".
O orçamento camarário deste ano é de 30.070.590 euros, enquanto o documento aprovado no ano transato ascendia a 27.452.410 euros, pelo que, este ano, há uma subida na ordem dos 2,6 milhões de euros.
Este reforço, realçou o autarca, dará resposta a áreas essenciais do concelho, nomeadamente no que diz respeito à Educação e Ação Social com "verbas destinadas a reforçar equipamentos e a apoiar as famílias".
As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 da Câmara de Almodôvar foram aprovados, por maioria, em reunião de câmara, com votos a favor dos três eleitos do PSD e as abstenções dos dois eleitos do PS.
Na assembleia municipal, os documentos previsionais foram igualmente aprovados por maioria, com 13 votos favoráveis - dos 11 eleitos do PSD, um do PS e outro do eleito de um movimento independente -, e 10 abstenções do PS.
Segundo o autarca social-democrata, que está a cumprir o seu primeiro mandato, o orçamento destina 16.815.335 euros para despesas correntes e 13.255.259 euros para despesa de capital.
Quanto aos projetos previstos para este ano, José Tadeu Freitas, sem entrar em pormenores, destacou a construção da nova creche na sede de concelho, a intervenção na Rua da Ferraria e a "reorganização profunda dos serviços municipais".
O apoio ao movimento associativo e ao tecido empresarial local e algumas requalificações urbanas e de manutenção de vias são outros projetos planeados.
Assim como, continuou, “a incidência de projetos a médio e longo prazo", como intervenções em "caminhos rurais [e] projeção de estradas vitais na ligação entre a freguesia e outros territórios".
O Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) é de 0,30% para prédios urbanos - o mínimo legal, já que o máximo é 0,45%, ou 0,50% em alguns casos -, com descontos de 30 a 140 euros para famílias com dependentes, enquanto a participação no IRS é de 4%.
A Derrama está fixada em 1,5% sobre o lucro tributável das empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros, enquanto aquelas com volume de negócios inferior estão isentas.
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