Foto: O Atual

O candidato foi particularmente enfático ao distinguir interesses partidários de interesses financeiros e económicos, sublinhando que a sua candidatura nasce sem compromissos com qualquer estrutura de poder. Garantiu que, “comigo em Belém, os interesses ficam à porta”, defendendo uma separação absoluta entre política e negócios. Nesse quadro, assumiu o combate à corrupção como uma das marcas centrais do seu percurso e uma das principais causas de um eventual mandato presidencial, prometendo exigência ética e intolerância face a práticas que fragilizam a democracia e a confiança dos cidadãos nas instituições.

Na intervenção, António José Seguro deu especial destaque ao Alentejo e aos territórios do interior, defendendo a coesão territorial como condição essencial da unidade nacional. Recordando o investimento público estruturante no Alqueva, sustentou que o desenvolvimento do interior exige menos centralismo, mais investimento estratégico e maior confiança nas autarquias e nas comunidades locais.

O candidato reiterou ainda que o interior “não pode ser tratado como território dispensável”, defendendo políticas que criem emprego qualificado, fixem jovens e garantam serviços públicos dignos, nomeadamente na saúde. Sublinhou que um Presidente da República deve ser ativo, exigente e próximo, escutando os cidadãos e dando voz às regiões menos centrais, numa lógica de equilíbrio entre litoral e interior.


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