Foto: Força Aérea Portuguesa

“Desde domingo que as forças no terreno estão a operar 24 horas por dia, o transporte aconteceu com recurso a duas aeronaves KC-390 da Força Aérea. Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais que chegarão em princípio a Beja no próximo dia 30”, adiantou Nuno Melo em declarações aos jornalistas após uma cerimónia do 64.º Aniversário dos Comandos e do encerramento do 145.º Curso de Comandos, em Sintra.

O ministro da Defesa disse ainda que as Forças Armadas mantêm a disponibilidade para apoiar a operação na Venezuela com meios e equipamentos, caso tal venha a ser solicitado, mas adiantou que, até ao momento, não houve qualquer pedido dessa natureza.

Nuno Melo explicou que, até agora, “têm existido pedidos de natureza logística e de transporte” e que a disponibilidade das forças portuguesas para ajudar a Venezuela “é permanente”.

O governante disse ainda não ter conhecimento de qualquer pedido ao Estado de apoio à trasladação das vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes para Portugal.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 53 portugueses e lusodescendentes, e outros 89 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

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