Troca da bandeira nacional por estrangeiras em Odemira entre desinformação significativa em julho - EDMO
A alegação de que a Câmara Municipal de Odemira retirou a bandeira portuguesa para hastear bandeiras estrangeiras devido ao elevado número de imigrantes está entre as narrativas desinformativas mais significativas identificadas em julho pelo Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).
De acordo com o Polígrafo, a alegação foi difundida nas redes sociais através de uma fotografia da fachada da Câmara Municipal de Odemira, na qual surgiam hasteadas as bandeiras Bangladesh, Índia e Nepal, acompanhada da afirmação de que a bandeira portuguesa tinha sido retirada porque os portugueses já seriam uma minoria no concelho.
A imagem e a alegação foram verificadas pelo 'fact-checking', que concluiu que a bandeira portuguesa não tinha sido substituída e classificou o conteúdo como “Manipulado”.
Além do caso português, o relatório destaca que a desinformação sobre as alterações climáticas continuou a propagar-se.
Entre as narrativas identificadas surgiram alegações infundadas de que os incêndios em França e Espanha não estavam relacionados com as alterações climáticas, tendo sido deliberadamente provocados para dar lugar a centrais de energia renovável, empreendimentos imobiliários ou parques solares.
Em Espanha circulou ainda uma alegação de que faltava a bandeira grega no triângulo fronteiriço de Evros, o ponto de união das fronteiras terrestres da Grécia, Bulgária e Turquia.
Na Lituânia, o observatório salientou uma alegação segundo a qual seria necessário um referendo para permitir a implantação de armas nucleares no país.
Na Roménia, uma das histórias de desinformação destacadas afirmava que os drones russos que entraram no país em julho tinham o consentimento do Presidente romeno.
A lista de organizações sediadas na UE que contribuíram para o relatório inclui 15min, AFP, APA - Austria Press Agency, CORRECTIV, Demagog.cz, Demagog.sk, Demagog.org.pl, Delfi Lithuania, Delfi Estonia, Dpa, DW, EFE Checks, Ellinika Hoaxes, Facta/Pagella Politica, Factcheck Vlaanderen, Fact-check Cyprus, Faktograf, Funky Citizens/Factual.ro, Greece Fact Check, Infoveritas, Källkritikbyrån, Lakmusz, Maldita.es, Newtral, Oštro, Polígrafo, Re:Baltica, TjekDet, The Journal, Verificat.
Outras organizações europeias que contribuíram também para o relatório: AFP, Belarusian Investigative Center, FakeNews Tracker (fakenews.rs), Doğruluk Payı, Faktoje.al, Geofacts, Istinomer.rs, Istinomjer, hibrid.info, Metamorphosis Foundation, Myth Detector, Raskrinkavanje.ba, Teyit, VoxUkraine
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