Terras sem Sombra com olhar atento ao Castelo de Beja
As teias que a história teceu, entre a Reconquista e o século XIX, numa visita guiada ao castelo de Beja, símbolo maior da cidade, integrada na programação para o fim-de-semana (7 de Agosto, 15h), cujo perfil marca a silhueta urbana.
A anteceder a música barroca do Musica Florea, seguramente um dos momentos mais altos da programação deste ano, o Festival Terras sem Sombra sugere um olhar atento ao castelo de Beja, sob a orientação de José António Falcão, historiador de arte que investiga, há longos anos, o património artístico da cidade.
Trata-se de uma fortaleza gótica, cuja construção teve início no século XIII, após a conquista cristã, prolongando-se pelos séculos XIV e, possivelmente, XV. A imponente torre de menagem, com quase 40 metros de altura, é considerada como uma obra-prima da arquitetura militar gótica europeia e é, talvez, o mais emblemático monumento pacense.
José António Falcão sublinha, a este respeito, a forma como a história de Beja e o desenvolvimento do seu conjunto fortificado se entretecem, “estabelecendo entre si inter-relações muito profundas desde a época de D. Dinis”. E acrescenta: “não se pode compreender a evolução do burgo pacense sem considerar o papel reitor das suas fortificações medievais, com realce para o castelejo e a torre de menagem”.
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