As organizações de ambiente LPN, SPEA-BirdLife, FAPAS, GEOTA, WWF-Portugal, Palombar e ZERO apelam ao governo para a implementação de medidas urgentes para evitar a extinção desta ave em Portugal.

O sisão, uma ave que era abundante nas planícies alentejanas, é atualmente cada vez mais rara e difícil de observar. Dependente de sistemas agrícolas extensivos e de habitats abertos, nidifica no solo, tornando-se especialmente vulnerável à intensificação agrícola. A substituição de culturas de cereais em extensivo por culturas permanentes intensivas, como amendoal ou olival e o aumento da intensidade do pastoreio e a redução das áreas de pousio contribuem igualmente para a degradação dos locais de nidificação o que tem causado o colapso da população de sisão.

A abetarda (Otis tarda) e o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) são outras aves estepárias que também apresentam declínios muito acentuados devido a estas ameaças.

As organizações ambientais defendem a criação urgente de um plano de emergência, interministerial, com a participação de ONGA’s, agricultores, universidades e outros atores locais, que inclua proteção ativa das áreas de reprodução, promoção das áreas cerealíferas e pousios com uma melhoria das medidas agroambientais e valorização da produção nacional, ordenamento de infraestruturas energéticas, limitação do regadio em áreas críticas e a criação de uma rede de reservas e de um programa de conservação ex-situ (reprodução em cativeiro para posterior devolução à Natureza).

 

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