Serpa: Baal17 estreia teatro de rua que aborda fragilidade da justiça
A Baal17 - Companhia de Teatro estreia esta quinta-feira, em Serpa, "A Bilha Quebrada", um espetáculo de teatro de rua que, de forma irónica, pretende explorar os mecanismos do poder, da justiça e da hipocrisia humana.
A Baal17 - Companhia de Teatro estreia esta quinta-feira, em Serpa, "A Bilha Quebrada", um espetáculo de teatro de rua que, de forma irónica, pretende explorar os mecanismos do poder, da justiça e da hipocrisia humana.
Em comunicado, a companhia alentejana, sediada em Serpa, no distrito de Beja, explicou que a nova produção, baseada num texto de Heinrich von Kleist, romancista alemão do século XIX, reflete, de uma forma cómica, sobre a fragilidade da justiça e das instituições.
Apesar de o texto “ter mais de dois séculos, a encenação pretende sublinhar a ironia da sua impressionante atualidade” e a comédia "A Bilha Quebrada" denuncia “a hipocrisia, a corrupção e o abuso de poder”, desafiando o público para uma reflexão “sobre a fragilidade da justiça e das instituições”, pode ler-se.
Com encenação de Rui Ramos, o espetáculo vai estar em cena entre quinta-feira e sábado, no Largo de Santa Maria, às 21:30, na cidade de Serpa.
De acordo com o encenador, as oito personagens da peça "sobem a um estrado/tabuado largo", estrutura única que funciona como cenário de tribunal, casa e palco da farsa.
“As figuras, grotescas, interpretadas de forma deliberadamente excessiva e em diálogo com a plateia, sublinham o caráter burlesco da obra, onde por vezes se confunde o público com o privado”, resumiu Rui Ramos, citado no comunicado.
O objeto central da peça é uma bilha quebrada que, segundo o encenador, é “o motivo do julgamento”.
Este objeto, aparentemente banal, “assume um forte valor simbólico” e funciona como "um espelho crítico da sociedade atual, questionando a credibilidade das instituições e a facilidade com que a verdade pode ser manipulada".
"Tal como em Kleist, o riso surge, mas deixa sempre um travo amargo, [sendo] sinal de um teatro que diverte, mas sobretudo [que] inquieta", segundo Rui Ramos.
A cenografia é ‘assinada’ por de Fabrice Ziegler, sendo o espetáculo, de entrada livre, interpretado por Bárbara Soares, Carolina Carvalhais, Filipe Seixas, Marco ferreira, Marisela Terra, Miguel Magalhães, Pedro Ramos e Sandra Serra.
Os figurinos são da responsabilidade de Inês Galveias, a caracterização de Abigail Machado e o 'design' gráfico de Ana Rodrigues.
Com uma duração de cerca de 70 minutos, este espetáculo de teatro está classificado para maiores de 12 anos.
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