SEP assinala Dia Internacional do Enfermeiro com greve e manifestação
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses assinala, hoje, o Dia Internacional do Enfermeiro com uma greve nacional e uma manifestação, em Lisboa. O distrito de Beja marca presença no protesto.
A admissão de mais enfermeiros, aumentos salariais, o fim dos contratos precários e pelas 35 horas de trabalho semanal para todos são as principais reivindicações numa luta que junta, hoje, enfermeiros dos setores público, privado e social sob o lema “Valorizar a enfermagem é garantir cuidados dignos!”.
A greve com serviços mínimos assegurados, poderá afetar vários serviços em diversas unidades de saúde, quanto á manifestação, os enfermeiros junta-se, pelas 10.30 horas, junto ao Campo Pequeno depois vão a pé até ao Ministério da Saúde.
É uma greve e uma manifestação pela “dignidade dos enfermeiros e pela dignificação da enfermagem”, salientou o presidente do SEP, para quem, apesar de estarem a decorrer negociações com o Governo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, “importa resolver problemas” que estão a afetar esses profissionais de saúde há vários anos.
“Apesar de estarmos em negociações, temos um rol de problemas que queremos ver resolvidos”, entre os quais a contagem de pontos para efeitos da progressão na carreira”, referiu José Carlos Martins.
O dirigente do sindicato lamentou ainda que a enfermagem seja o "único setor na Administração Pública - e também na saúde - que não recebeu os devidos retroativos", no âmbito da contagem de pontos, entre 2018 e 2021.
Com esta greve, o sindicato reivindica também a contratação de mais enfermeiros para os setores público e privado e para as instituições particulares de solidariedade social (IPS), assim como a resolução dos vínculos precários.
Além disso, esses profissionais de saúde “não estão disponíveis”, no âmbito do pacote laboral, para que o Ministério da Saúde “venha impor, através do banco de horas, que trabalhem mais horas” sem serem consideradas como trabalho extraordinário, para efeitos do respetivo pagamento.
Sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, que está em negociação, o sindicato disse esperar que o Ministério da Saúde “evolua nas suas propostas”, no sentido de retirar o banco de horas e a adaptabilidade.
Comente esta notícia
Destaques
Mértola: Câmara indignada com instalação de Centro de Competências da Caça e Biodiversidade em Oeiras
Ovibeja com entradas gratuitas no primeiro dia
Luís Trigacheiro nas celebrações do Feriado Municipal de Beja
