Na nota divulgada, o PSD de Beja sublinha que a Infraestruturas de Portugal já classificou o corte como uma decisão “unilateral” da CCDR, reforçando que o Ministério das Infraestruturas não teve intervenção no processo. Para os sociais-democratas, o facto de António José Brito dirigir as suas críticas ao Governo, “omitindo” o papel da CCDR, constitui uma atitude “particularmente grave” que “desvia o debate do verdadeiro problema”.

O partido acusa ainda o presidente da CIMBAL de adotar uma postura mais orientada para “proteger o partido e os órgãos regionais” do que para defender os 13 municípios que integra a comunidade intermunicipal, criticando o silêncio face à decisão da CCDR, presidida por António Ceia da Silva.

Face ao que classifica como um processo “grave” e “prejudicial para o Baixo Alentejo”, o PSD exige a reversão total do corte financeiro por parte da CCDR Alentejo, restaurando os 80 milhões de euros inicialmente previstos. Reclama igualmente que António José Brito assuma “uma posição firme e intransigente” em defesa da região, deixando de “branquear decisões que lesam o território”.

Contactado pelo O Atual, António José Brito começa por lamentar que “aparentemente desconhecendo o enquadramento total das minhas declarações, o PSD opte por desviar atenções do essencial” e volta a reafirmar o que já tinha dito “o Ministério das Infraestruturas (que tem a tutela da empresa Infraestruturas de Portugal - IP) terá de clarificar como vai ser resolvido este problema, nomeadamente como vai ser reposta a parte relevante que agora perdeu dotação. Partimos do pressuposto que o Ministério das Infraestruturas terá capacidade para “dialogar” e “articular” com o Ministério do Planeamento e Coesão, que tem a tutela das CCDR e do Alentejo 2030.

António José Brito afirma que compreende bem a “defesa do Governo que é feita pelo PSD. Mas não é a luta partidária que nos move neste e noutros pontos” porque, considera que “o Baixo Alentejo precisa muito mais do que isso”.

O presidente da CIMBAL garante que quer que o processo seja muito bem esclarecido e acredita que “a CCDR e o Alentejo 2030 terão oportunidade de contribuir nesse sentido. E agir sem penalizar outros setores na região.”

António José Brito considera que “a eletrificação da linha Casa Branca/Beja não pode continuar a ser sucessivamente adiado e marcado por incertezas. Enquanto nos entretemos com comunicados e galhardetes, este projeto, que é absolutamente fundamental para a região, está muito atrasado e tem agora um horizonte que inquieta. Isso, fica claro, é responsabilidade dos vários Governos”.

O presidente da CIMBAL termina com a afirmação que “neste momento, o que temos é incertezas e a responsabilidade, de certeza absoluta, não é, nem nunca foi, dos Municípios do Baixo Alentejo.”

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