Segundo a estrutura regional socialista, a opção anunciada pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, para a execução da empreitada num troço de 63,5 quilómetros, é considerada a solução mais penalizadora para as populações e para a mobilidade regional.

O PS recorda que existia uma alternativa prevista no caderno de encargos definido pelo anterior Governo socialista e entregue à Infraestruturas de Portugal, que apontava para a realização dos trabalhos com interrupções noturnas diárias, entre as 00h30 e as 04h30. Esta solução permitiria, segundo o partido, a manutenção da circulação de 12 comboios diários nos dias úteis — seis em cada sentido — e um serviço reduzido ao fim de semana.

Para além do impacto direto na mobilidade, a Federação do Baixo Alentejo do PS lamenta o que classifica como falta de ambição estratégica na utilização de fundos comunitários, considerando que a opção agora assumida conduz a uma versão “minimalista” do projeto de eletrificação. Entre as oportunidades perdidas, os socialistas apontam o abandono da ligação ferroviária ao Aeroporto de Beja, tanto para passageiros como para mercadorias, bem como a exclusão da reabertura do troço entre Beja e Funcheira, que poderia permitir uma ligação ferroviária direta entre o Alentejo e o Algarve.

A estrutura regional do PS considera ainda que um investimento global anunciado de cerca de 300 milhões de euros deveria traduzir-se num projeto com maior capacidade de alavancar o desenvolvimento económico do Baixo Alentejo, criticando o que descreve como um recuo face à visão inicialmente prevista para a modernização da linha ferroviária.

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