Em comunicado, os socialistas sublinham que a situação foi tornada pública pelos autarcas do PS, através da CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, com o apoio da Federação distrital, denunciando aquilo que classificam como um “apagão” de verbas decidido no âmbito da reprogramação de fundos comunitários geridos pela CCDR Alentejo e que, segundo o PS, o Governo da AD procurou manter fora do debate público.

Para a Federação do Baixo Alentejo do PS, a deslocação da ministra do Ambiente e Energia a Beja, no final da semana, surgiu como resposta política à pressão exercida pela opinião pública regional, procurando tranquilizar as populações quanto ao futuro do investimento ferroviário. No entanto, os socialistas defendem que um projeto desta dimensão “não se garante com declarações vagas nem com ações de propaganda”, apontando que a eletrificação da Linha do Alentejo deixou de ter financiamento assegurado no Alentejo 2030 para passar a depender de uma eventual inscrição num Programa Operacional Responsável, cenário que consideram incerto.

Na visita a Beja, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o Governo está empenhado na concretização da eletrificação da Linha do Alentejo, garantindo que, caso não seja possível assegurar o financiamento através de programas comunitários, o executivo assumirá essa responsabilidade através do Orçamento do Estado. Uma declaração que, para o PS do Baixo Alentejo, não dissipa as dúvidas nem substitui a necessidade de garantias financeiras claras e formalizadas.

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