PS de Beja solidário com autarcas (PRR)
A Concelhia de Beja, do Partido Socialista, manifesta, em nota de imprensa, o seu apoio e solidariedade aos Presidentes de Câmara dos municípios de Castro Verde, Moura, Serpa e Ourique. Uma posição que surge depois de Gonçalo Valente ter acusados os autarcas de “falta de honestidade política atroz” por exigirem responsabilidades à Ministra da Saúde para um problema que eles próprios criaram, referindo-se às obras de requalificação de equipamentos de saúde da região.
O PS de Beja, afirma que “os municípios em causa assumiram a responsabilidade da execução dos projetos de reabilitação e ampliação dos Centros de Saúde, e alguns desses contratos foram assinados há menos de 9 meses, como no caso da SUB de Castro Verde.”
Os socialistas consideram que “foi uma responsabilidade que os municípios assumiram quando confrontados com a aparente lentidão do Governo Central em avançar com a execução destes projetos, cientes dos curtos prazos que o financiamento, via PRR, para a execução dos mesmos impunham, e das limitações profundas do mercado da construção civil em responder aos contratos e cumprir os respetivos prazos.”
O PS de Beja ponta como exemplo o facto do “próprio Governo Central, ciente deste mesmo problema, teve recentemente de anunciar o adiamento da conclusão das obras na Linha do Alentejo em mais 3 anos, tendo perdido no decurso, 60 milhões de euros de financiamento, facto que obrigou o Governo a encontrar nova fonte de financiamento para o efeito” ao mesmo tempo que recorda que também “é do conhecimento público que Portugal solicitou reiteradamente a prorrogação do prazo de financiamento do PRR para 2028, tendo o atual Governo anunciado muito recentemente que estaria a trabalhar em fontes de financiamento alternativas, caso Bruxelas não autorizasse a prorrogação.”
Entende o PS que é “perfeitamente compreensível que os municípios em causa venham alertar o Governo e a Tutela para a necessidade de clarificar muito rapidamente quais serão essas fontes alternativas, porque tal decisão está na esfera de ação exclusiva do Governo.”
A “falta de clarificação” pode implicar, segundo os socialistas bejenses, "atrasos profundos na execução das obras em causa, diminuindo a capacidade de resposta dos respetivos Centros de Saúde e SUB, e aumentando a pressão sobre o Hospital de Beja, que nos últimos 2 anos vem sofrendo fortes constrangimentos, e que implicaram já o encerramento parcial e temporário de algumas das valências do Serviço de Urgência.”
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