Segundo o IVV, os dados recolhidos através das Declarações de Colheita e Produção (DCP) confirmam uma diminuição generalizada do volume produzido, sendo o Alentejo acompanhado por quebras acentuadas noutras regiões históricas do setor, como o Douro (-34%), o Algarve (-20%) e Trás-os-Montes (-18%).

No caso alentejano, a descida é atribuída, tal como no restante país, à instabilidade meteorológica verificada na primavera, marcada por precipitação intensa e temperaturas amenas, condições que favoreceram o desenvolvimento de doenças fúngicas na vinha e comprometeram a produtividade.

Em termos comparativos, a produção nacional ficou 16% abaixo da média das últimas cinco campanhas, refletindo um ciclo particularmente adverso para o setor vitivinícola.

Apesar da quebra no volume global, o IVV destaca que 91% da produção declarada corresponde a vinhos aptos para Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP), sublinhando a manutenção de padrões de qualidade elevados.

Quanto ao perfil da produção, os vinhos tintos continuam a dominar, representando 53,9% do total produzido. Os vinhos brancos atingiram mais de 2,3 milhões de hectolitros, correspondendo a 39,4% da produção nacional, enquanto os rosados representaram 6,7%.

No sentido inverso da tendência nacional, apenas os Açores (+221%) e a Beira Interior (+2%) registaram aumentos de produção, ainda que com expressão limitada no contexto global.

A quebra no Alentejo, uma das principais regiões vitivinícolas do país, reforça as preocupações do setor quanto ao impacto crescente das alterações climáticas e à necessidade de adaptação das práticas agrícolas para garantir a sustentabilidade futura da produção.

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