Prisão de Odemira deixou de acolher mulheres
As prisões de Odemira e da Guarda deixaram de acolher mulheres, passando as reclusas do sul do país a ser entregues em Tires, na Grande Lisboa, e do centro em Santa Cruz do Bispo, no Grande Porto.
"Os estabelecimentos prisionais da Guarda e de Odemira deixaram de receber mulheres. Nessa sequência, as mulheres que devam ingressar em estabelecimento prisional na zona sul do país passam a ser entregues no Estabelecimento Prisional de Tires e, na zona interior centro, no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo Feminino", informou na terça-feira à noite, em comunicado, a Direção-Geral da Administração da Justiça.
Entre a cadeia alentejana e Tires, no concelho de Cascais, a distância pela Autoestrada 2 (A2) é de cerca de 220 quilómetros, enquanto entre a prisão da Guarda e a de Santa Cruz do Bispo, no concelho de Matosinhos, é de cerca de 215 quilómetros, pela A25.
Segundo a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), "a mudança de valência de feminino para masculino do Estabelecimento Prisional de Odemira e de uma secção específica do Estabelecimento Prisional da Guarda", a única ala que acolhia permanentemente mulheres nesta prisão já antes masculina, "integra-se num plano de reorganização dos serviços".
As reclusas foram já todas transferidas das duas prisões, acrescentou, em resposta à Lusa, a DGRSP, ressalvando que as que se encontrem em trânsito ou diligências no sul do país "terão uma secção no Estabelecimento Prisional de Olhão" e que "o Estabelecimento Prisional da Guarda manterá uma camarata feminina" para as que estejam em trânsito ou diligências nesta região.
