A visita teve início no NERBE, onde decorreu um encontro com representantes do tecido empresarial do Baixo Alentejo. Seguiu-se uma sessão no IPBeja, que juntou estudantes e comunidade académica, e culminou em Aljustrel, com uma reunião com os presidentes de câmara do distrito, promovida pela CIMBAL.

Em declarações à comunicação social, José Pedro Aguiar-Branco sublinhou que muitas das preocupações do Baixo Alentejo são comuns a outras regiões do país, apontando como temas transversais as acessibilidades e a saúde. Ainda assim, destacou especificidades que exigem uma atenção própria, como o futuro do Aeroporto de Beja.
“O distrito tem aqui uma infraestrutura com potencial que deve ser olhada de forma muito mais estratégica, não apenas para a região, mas para o país, articulando-a com a ferrovia e a rodovia, para que se afirme como um ativo relevante”, afirmou.

Questionado sobre a importância da presença do Parlamento no interior, o Presidente da Assembleia da República defendeu que estas iniciativas reforçam a confiança democrática e a proximidade entre eleitos e eleitores. “O Parlamento é a casa da democracia e tem de ser sentido como pertencendo a todos. As pessoas precisam de confiar nos seus representantes e saber que é no Parlamento que se encontram consensos e soluções para os problemas”, referiu, acrescentando que a avaliação do mandato político cabe sempre aos cidadãos, em eleições.

Sobre o encontro com o NERBE, José Pedro Aguiar-Branco deixou uma nota de otimismo quanto ao futuro económico do distrito. Disse ter encontrado um tecido empresarial com condições para reforçar o empreendedorismo, fixar talento e gerar mais emprego, considerando que “essa dinâmica acaba por beneficiar todo o território” e que o Baixo Alentejo “está no bom caminho”.

O balanço da visita foi igualmente positivo por parte do presidente da CIMBAL, António José Brito, que valorizou a disponibilidade do Presidente da Assembleia da República para ouvir os autarcas. “Registamos como muito positiva esta iniciativa, pela capacidade de escutar as dificuldades sentidas no território, muitas delas com décadas, e pela sensibilidade demonstrada”, afirmou. António José Brito sublinhou ainda a expectativa de que José Pedro Aguiar-Branco possa exercer influência institucional junto do Governo e de outras entidades, no sentido de desbloquear problemas estruturais que permanecem por resolver no Baixo Alentejo.

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