Presidenciais: EAPN apela a candidatos para colocarem combate à pobreza como prioridade
O combate à pobreza e à exclusão social deve ocupar o centro das agendas políticas e dos compromissos públicos, é o apelo urgente que a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza faz a todos os candidatos que estão na corrida a Belém.
A EAPN afirma que Portugal ainda enfrenta uma realidade preocupante uma vez que mais de 1,6 milhões de pessoas vivem com menos de 723 euros por mês, e uma em cada cinco pessoas encontram-se em situação de pobreza ou exclusão social.
"A Presidência da República, enquanto garante da coesão nacional e promotora dos Direitos Humanos, tem um papel essencial na mobilização da sociedade e das instituições para enfrentar estes desafios com visão, coragem e humanidade", defende a coordenadora nacional da EAPN Portugal, Maria José Vicente.
Para Maria José Vivente, “o combate à pobreza exige uma ação coordenada e transversal, que acompanhe toda a trajetória de vida das pessoas, desde o nascimento. O país enfrenta múltiplos desafios - pobreza infantil, precariedade habitacional, acesso desigual à saúde, à educação e à proteção social - que requerem ação política determinada, corajosa e sustentável.”
A EAPN Portugal apela a que as candidaturas presidenciais assumam cinco compromissos concretos:
-Defender e promover políticas públicas orientadas para a erradicação da pobreza e das desigualdades;
-Apoiar a implementação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021–2030, com especial atenção às crianças, jovens, idosos e trabalhadores pobres;
-Mobilizar apoio político e institucional à futura Estratégia Europeia de Combate à Pobreza, prevista para o primeiro trimestre de 2026, reconhecendo-a como um instrumento essencial de transformação social;
-Promover iniciativas permanentes de diálogo e união nacional, envolvendo Estado, parceiros sociais, academia, autarquias, sociedade civil e cidadãos em situação de pobreza;
-Combater firmemente o discurso de ódio, o racismo e todas as formas de discriminação, promovendo uma narrativa pública ancorada nos valores constitucionais da dignidade humana, solidariedade e inclusão.
"Num momento em que Portugal enfrenta desafios sociais profundos e um contexto internacional marcado por incerteza, torna-se ainda mais urgente reafirmar a centralidade dos Direitos Humanos, da justiça social e da dignidade de todas as pessoas", sublinha a coordenadora nacional da EAPN Portugal.
Comente esta notícia
Destaques
Castelo de Beja recebe gravação do programa "Em Casa d'Amália" da RTP
Câmara de Beja assina protocolo para criação de refúgio climático com o Ministério do Ambiente
Eleições na distrital de Beja levam a várias demissões no partido CHEGA
