Em comunicado, a PJ indicou que o homem foi detido, na quinta-feira, em flagrante delito, durante diligências policiais relacionadas com uma investigação por crime de burla qualificada agravada, na qual é suspeito em conjunto com outra pessoa.

“A detenção em flagrante delito ocorre na sequência de o suspeito se encontrar na posse de duas armas de fogo e dezenas de munições, sobre as quais não é detentor de qualquer licença ou registo”, realçou.

Segundo a PJ, o detido e o outro suspeito da burla ter-se-ão apropriado de 70 mil euros em dinheiro, que serviriam para o pagamento de um negócio imobiliário fictício.

“A vítima foi aliciada para adquirir um ‘imóvel de um banco’ localizado em Sevilha, Espanha, designadamente um armazém, tendo inclusive sido levada a visitar o suposto imóvel”, referiu.

De acordo com esta polícia, os alegados burlões, durante a visita ao imóvel, “acabaram por simular a impossibilidade de abrir o espaço, alegando que a chave não estaria a funcionar por a fechadura estar estragada”.

“Os autores convenceram ainda a vítima a transportar 70 mil euros para seguirem até ao suposto banco onde o negócio seria concretizado”, adiantou.

A PJ assinalou que os suspeitos convenceram ainda a vítima que, para constar como “comprador preferencial” do armazém, teria de abrir “uma conta bancária e efetuar um depósito necessariamente em numerário”.

“No momento em que se deslocavam até ao [suposto] banco, os autores conseguiram simular a colocação do montante numa mala, apropriando-se da quantia e desaparecendo do local”, acrescentou.

Além da apreensão das armas e munições, foi também apreendida “uma viatura de valor consideravelmente elevado”, adquirida “presumivelmente com parte do produto do crime”, e ainda “objetos fortemente indiciadores da prática reiterada destes crimes”.

Estas diligências da PJ envolveram a realização de buscas domiciliárias e não domiciliárias e contaram com a colaboração da PSP de Beja.

O detido vai agora ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro, em Vila Real de Santo António.


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