Prémio Internacional Terras sem Sombra distingue cinco personalidades
O Festival Terras sem Sombra regressa a 28 de março com a cerimónia do Prémio Internacional Terras sem Sombra, que vai distinguir cinco personalidades nas áreas da música, património, biodiversidade, cooperação internacional e novos talentos, anunciou hoje a organização.
A sessão realiza-se às 17:00 no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, com entrada livre, limitada à lotação da sala, e conta com a presidência da infanta Maria Francisca de Bragança, duquesa de Coimbra.
Instituído em 2011, o prémio homenageia figuras e instituições com relevância internacional em domínios alinhados com a missão do festival. A edição deste ano introduz duas categorias — Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional e Sons sem Sombra/Novos Talentos — que se juntam às distinções de Música, Património e Biodiversidade.
Cada galardoado receberá uma obra original da artista plástica Tânia Gil, natural de Porto Covo, cujo trabalho cruza pintura, desenho e instalação.
O diretor-geral do festival, José António Falcão, sublinhou que a iniciativa valoriza “a gratidão e o mérito” e representa um sinal de renovação do evento. Já o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, considerou o regresso do festival “um momento alto” para o concelho, destacando a qualidade artística e a ligação ao território e à biodiversidade.
A cerimónia termina com um “piccolo concerto” em dois momentos: “A Vida em 88 Teclas”, pelo pianista espanhol Josep Maria Colom, e “Merci: Palavras sob a Forma de Música”, pela acordeonista francesa Judith Tahan.
Na categoria de Música, o prémio distingue Josep Maria Colom, pianista nascido em Barcelona em 1947, com projeção internacional após vitórias nos concursos de Jaén (1977) e Santander (1978), colaborando desde então com orquestras e festivais de referência e mantendo atividade pedagógica.
O galardão de Património é atribuído ao divulgador cultural de Castelo de Vide Carolino Tapadejo, antigo autarca e investigador da história local, reconhecido pelo trabalho de salvaguarda patrimonial e valorização do legado judaico.
Na Biodiversidade, é distinguida a investigadora francesa Lauriane Mouysset, do Centre National de la Recherche Scientifique, que integra o CIRED, com trabalho nas áreas da economia da biodiversidade e sustentabilidade. Em 2024 recebeu a Medalha de Bronze do CNRS.
O diplomata checo Martin Pohl recebe o prémio de Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional. Embaixador em Portugal desde 2022, desempenhou funções diplomáticas na África do Sul e Austrália e dirigiu o serviço diplomático do seu país.
Na nova categoria Sons sem Sombra/Novos Talentos é premiada Judith Tahan, nascida em 2007, formada em conservatórios franceses e atualmente estudante no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, com distinções em concursos internacionais.
A última edição do prémio decorreu em 2019, em Campo Maior.
Em 2026, o festival prolonga-se até dezembro sob o tema “Alegres Campos, Verdes Arvoredos: Música e Biosfera”. A próxima etapa realiza-se em Ferreira do Alentejo, a 18 e 19 de abril, com destaque para “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Saëns.
A 22.ª temporada conta com o apoio da Direção-Geral das Artes e da BPI-Fundação La Caixa, além da colaboração da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.
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