O manifesto, dirigido ao Primeiro-Ministro e à Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, é subscrito por um número significativo de artistas de diferentes áreas, programadores culturais, autarcas e agentes do setor, que defendem a manutenção de Ana Paula Amendoeira no cargo por considerarem a sua permanência “amplamente necessária” para a estabilidade institucional e para a boa execução das políticas culturais no Alentejo.

Os subscritores sublinham que o apoio agora expresso resulta de uma experiência prolongada no terreno, recordando o percurso de Ana Paula Amendoeira enquanto diretora regional de Cultura e, mais recentemente, como vice-presidente da CCDR Alentejo com a tutela da Cultura. Segundo o texto, esse percurso ficou marcado por uma política de proximidade efetiva com os territórios, os municípios, as estruturas independentes e os projetos artísticos e patrimoniais da região, em particular fora dos grandes centros urbanos.

A petição destaca ainda a capacidade de acompanhamento continuado dos projetos culturais, desde fases iniciais até à sua consolidação, bem como a compreensão dos ritmos próprios da criação artística e da salvaguarda patrimonial, considerados incompatíveis com ciclos curtos ou meramente administrativos. Essa abordagem terá permitido, segundo os signatários, a construção de relações de confiança entre as instituições públicas e a comunidade cultural, descritas como um “capital imaterial essencial” para a política cultural regional.

O documento realça igualmente princípios como o rigor técnico, a equidade territorial e o respeito pelo serviço público, apontando esta combinação de proximidade humana e exigência institucional como determinante para a coerência das decisões tomadas ao longo de mais de uma década.

Num contexto que os subscritores classificam como particularmente sensível, marcado por desafios de grande escala e pela responsabilidade internacional associada a Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura, a petição sustenta que a continuidade na liderança da área da Cultura na CCDR Alentejo é crucial para assegurar estabilidade, memória institucional e capacidade de articulação entre os níveis local, regional, nacional e internacional.

No apelo final, os signatários defendem que preservar quem conhece profundamente o território, o seu património e os seus processos é também uma forma de salvaguardar a dignidade das instituições públicas e a qualidade das políticas culturais desenvolvidas no Alentejo.

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