Durante a audição ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, que decorreu na Assembleia da República, Pedro do Carmo “alertou para a possibilidade, que tem vindo a ser aventada, de os fundos europeus deixarem de ser regionalizados e passarem a ser geridos centralmente.”

Segundo o deputado socialista esta é uma situação que o preocupa, porque considera que se trata de “um retrocesso na gestão dos fundos.”

Pedro do Carmo, salientou, entre outros aspetos, a afirmação do presidente da CCDR Alentejo de não se saber “exatamente a forma nem o tratado em que a gestão dos fundos comunitários se vai fazer no próximo quadro financeiro plurianual”. Ainda assim, o deputado congratulou-se com a garantia dada pelo presidente da CCDR de que o Alentejo não vai perder 700 milhões de euros no próximo quadro de apoios europeus, como chegou a ser temido.

De acordo com Pedro do Carmo é fundamental que se comece já a preparar as negociações com a Comissão Europeia para evitar eventuais perdas de fundos no futuro, devido à configuração das novas NUT´s e ao peso económico que Sines representa na região, tendo em conta todos os investimentos que ali têm vindo a ser realizados e que contribuem para que o Alentejo, no seu todo, possa deixar de ser considerada uma “região de convergência” pelas instâncias europeias.

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