O PCP recorda que a modernização e eletrificação da linha Casa Branca–Beja é uma reivindicação antiga das populações da região, que inclui igualmente a ligação ao Aeroporto de Beja e a modernização da linha entre Beja e Funcheira. Segundo o partido, décadas de anúncios e promessas por parte de governos do PS e do PSD acabaram por resultar em sucessivos adiamentos e na não concretização dos investimentos considerados estruturantes para o Alentejo.

No comunicado, a Direção Regional do PCP critica a redução de 60 milhões de euros no financiamento inicialmente previsto no Programa Alentejo 2030 para a intervenção entre Casa Branca e Beja. O partido sublinha que esta decisão resultou da reprogramação do programa e foi aprovada em Comité de Acompanhamento, no qual participam várias entidades públicas, com acompanhamento governamental, sem que, no momento da decisão, se tenham registado posições públicas de oposição por parte do PS ou do PSD.

Os comunistas lembram ainda que já anteriormente tinham alertado para os riscos da reprogramação do Alentejo 2030, considerando que o processo não envolveu um debate alargado na região e foi conduzido de forma centralizada, sem atender às necessidades concretas do território e a uma estratégia regional de desenvolvimento.

O PCP refere também que apresentou, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, propostas que previam o lançamento de concursos para a eletrificação e modernização das linhas Casa Branca–Beja, Beja–Ourique e do Ramal de Aljustrel, bem como o avanço de projetos para a ligação ferroviária ao Aeroporto de Beja e para a criação de uma ligação direta entre Beja, Évora, Elvas e Portalegre. Estas propostas acabaram por ser rejeitadas, com votos contra do PSD e do CDS e a abstenção do PS.

Para a Direção Regional do PCP, as recentes tentativas de transferência de responsabilidades políticas não resolvem o problema de fundo e apenas alimentam novas expectativas assentes em anúncios futuros. O partido afirma que continuará a intervir e a lutar pela concretização do investimento ferroviário, que considera essencial para o desenvolvimento económico e social do Alentejo.

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