Ordem dos Médicos quer avaliação nacional da resiliência dos hospitais perante sismos
A Ordem dos Médicos defendeu uma avaliação nacional da resiliência dos hospitais perante sismos e outras catástrofes, insistindo na necessidade de manter em funcionamento urgências, cuidados intensivos e blocos operatórios.
Foto: Pedro Mochila
Num comunicado em que manifesta solidariedade para com o povo colombiano, as vítimas e as suas famílias na sequência do recente sismo, a Ordem dos Médicos (OM) sublinha a importância de conhecer a capacidade nacional para manter serviços essenciais, garantindo energia de emergência, comunicações, abastecimento de água e oxigénio, medicamentos, sangue, sistemas de informação e circuitos de evacuação.
“Portugal é um país com risco sísmico e deve garantir que os seus hospitais, enquanto infraestruturas críticas, permanecem capazes de cuidar precisamente quando a população mais precisa deles”, considera.
Lembra que quando acontece uma catástrofe, o hospital "não pode transformar-se em mais uma vítima”, mas tem de continuar a ser o lugar onde as vítimas encontram resposta.
“Preparar os nossos hospitais para continuarem a cuidar, mesmo nas circunstâncias mais adversas, é uma questão de segurança dos doentes e uma responsabilidade do Estado”, afirma Carlos Cortes, bastonário da OM, citado no comunicado.
Por isso, a OM insiste na necessidade de uma avaliação nacional da resiliência hospitalar, envolvendo as autoridades de saúde, a proteção civil, o INEM, as instituições hospitalares, os profissionais de saúde e especialistas das áreas técnicas relevantes.
Esta avaliação, acrescenta, “deve permitir identificar vulnerabilidades, estabelecer prioridades de investimento e garantir planos efetivos de continuidade assistencial”.
“Deve ser acompanhada por exercícios periódicos que testem, em condições próximas da realidade, a articulação entre hospitais, emergência pré-hospitalar, bombeiros, proteção civil e restantes entidades envolvidas”, defende.
Notícias divulgadas na imprensa em abril revelaram que o novo Hospital de Lisboa Oriental, que está a ser construído em Marvila e deverá substituir sete hospitais da zona central da cidade, só vai contar com o isolamento sísmico de base num dos três edifícios.
Um levantamento prospetivo de risco da FUNDEC, associação criada no seio do Instituto Superior Técnico (IST), entregue há quatro anos ao Governo e divulgado pela TVI e jorna Sol, revelou que vários hospitais públicos de Lisboa e do Algarve ficariam inoperacionais para assistir vítimas em caso de sismo violento.
Comente esta notícia
Destaques
Greve da Administração Pública “promete” encerrar vários serviços
Crescimento da produção de azeite influenciado por novos olivais e clima - Olivum
Base Aérea de Beja acolhe a maior competição híbrida da Península Ibérica

