O Parque Eólico das Cachenas, previsto para o concelho de Odemira, não vai avançar. A decisão foi anunciada pelos promotores do projeto à câmara de Odemira que recorde-se sempre contestou o projeto.

Para além da autarquia odemirense, o projeto sempre foi contestado pela Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, pela Rota Vicentina, pela Associação Casas Brancas, pelo movimento Juntos pelo Sudoeste, entre outras entidades, assim como, pela população.

Para além de cerca de 700 exposições feitas durante o processo de consulta pública, desde que o projeto foi conhecido houve um conjunto de iniciativas com destaque para sessões de esclarecimento, uma petição online e a criação de um grupo de trabalho.

A câmara de Odemira, em diversos momentos, considerou tendo por base o parecer da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, que este projeto não apresentava benefícios para a população, uma vez que descaraterizava apaisagem natural e, consequentemente, colocava em causa a atratividade turística numa zona de forte atividade económica ligada ao setor.

Para a autarquia odemirense este desfecho, “é um momento importante de afirmação da vontade coletiva no concelho de Odemira e em especial em Vila Nova de Milfontes” e acrescenta que “o papel da sociedade civil foi determinante para um desfecho que salvaguarda a sustentabilidade ambiental e económica deste território.”

Comente esta notícia

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.