Na época romana, o vinho assumia-se como elemento central das festividades, sendo verdadeiro protagonista quando os romanos brindavam celebrando conquistas, laços de amizade e manifestações religiosas. Para além da sua dimensão festiva, o consumo de vinho estava também associado a um elevado estatuto cultural.

De acordo com o município de Beja “esta parceria enquadra-se na estratégia de valorização do património histórico e cultural do território, destacando uma das mais relevantes produções das grandes propriedades da antiga Pax Iulia: o vinho.”

Segundo a Herdade da Figueirinha, “o vinho de talha é feito de uma forma singular, numa tradição transmitida de geração em geração, onde a fermentação ocorre naturalmente em talhas de barro, preservando a autenticidade do processo e a identidade do terroir alentejano”.

A Herdade da Figueirinha destaca ainda que “o vinho de talha simboliza uma ponte entre o passado e o presente e é, para nós, um elemento da nossa identidade”, reforçando o alinhamento desta parceria com os objetivos do evento.

No ano em que o Baixo Alentejo é capital europeia do vinho, a câmara de Beja “sublinha a importância de regressar às origens desta produção, evocando o momento em que Pax Iulia foi elevada a Colonia Civium Romanorum, o mais elevado estatuto urbano romano, e o papel determinante que o vinho desempenhou no desenvolvimento económico, social e cultural da cidade.”

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