Em comunicado, a SCMS indicou que, apesar das “significativas dificuldades financeiras que a instituição atravessa”, conseguiu já “regularizar integralmente o subsídio de férias de 2025 devido aos trabalhadores”.

A instituição, no comunicado assinado pela provedora, Isabel Estevens, disse também que "se encontra a cumprir com o pagamento do subsídio de Natal de 2024 nos prazos e moldes estabelecidos no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER)”.

A SCMS assinalou que “não existem salários em atraso” e que “as retribuições correntes [estão] devidamente asseguradas”, acrescentando que prossegue “os esforços necessários para garantir a estabilidade e a sustentabilidade da instituição”.

A Lusa tentou contactar a provedora da instituição, mas sem sucesso até ao final da tarde de hoje.

Em meados de outubro, um grupo de trabalhadores protestou, junto ao Lar de São Francisco, uma das valências da instituição, contra o atraso no pagamento dos subsídios de Natal de 2024 e de férias deste ano e retroativos salariais desde 2022.

Naquele dia, a provedora da SCMS confirmou à Lusa que a Misericórdia de Serpa tinha estes pagamentos aos funcionários em atraso, salientando que a quantia relativa ao subsídio de Natal de 2024 estava incluída no PER.

“Um plano de pagamentos” definido no âmbito do PER, homologado pelo tribunal no início de outubro deste ano, para permitir saldar algumas das dívidas da instituição, “vai ser cumprido pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa”, realçou então a responsável.

A provedora alertou, na altura, que a SCME enfrentava “uma situação financeira muito complicada”, frisando que os problemas se têm arrastado "nos últimos sete ou oito anos”, devido a vários fatores.

A construção da unidade médico-cirúrgica, ainda por abrir, “para dar cumprimento a um acordo de cooperação com o Estado”, e as dificuldades de funcionamento da urgência do Hospital de São Paulo foram dois dos fatores então apontados pela responsável.



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