Em entrevista exclusiva ao O Atual, Maria da Graça Carvalho afirmou ter estado “com gosto nesta tomada de posse, na dupla função de bejense e de ministra”, destacando o significado pessoal do momento e a importância simbólica da nova etapa política do concelho.

Questionada sobre a postura assumidamente reivindicativa do recém-empossado presidente da Câmara Municipal, Nuno Palma Ferro, a ministra mostrou total compreensão e abertura ao diálogo. “Não me preocupa nada essa postura, até porque essas reivindicações são mesmo para levar para a frente, nomeadamente as que dizem respeito ao meu ministério, mas também às áreas das Infraestruturas”, afirmou, acrescentando que “o ministro Pinto Luz partilha da mesma convicção”.

Com um discurso claro e assertivo, Maria da Graça Carvalho reconheceu os desafios que o concelho enfrenta e deixou um diagnóstico contundente sobre o estado atual das acessibilidades: “Beja é seguramente a capital de distrito mais abandonada do país, e isso não pode continuar.” A ministra referiu mesmo que, durante a sua deslocação à cidade, “constatou o estado em que se encontra a rodovia” e considerou “inadmissível que a ferrovia esteja hoje pior do que quando era estudante em Lisboa”.

Mostrando confiança no novo executivo municipal, a governante sublinhou acreditar que “este executivo vai fazer muito e cumprir o que tem anunciado”, destacando a importância de uma colaboração próxima entre autarquia e Governo para concretizar projetos estruturantes.

Num tom mais pessoal, Maria da Graça Carvalho referiu ainda que esta cerimónia teve para si um significado especial, constituindo “uma feliz homenagem às nossas mães, ambas professoras durante décadas em Beja e grandes amigas”.

A presença da ministra na cerimónia foi amplamente saudada como um gesto de proximidade e como sinal de uma nova fase de articulação institucional entre o Governo e o município de Beja, num momento em que a região reclama maior atenção e investimento em áreas-chave como as infraestruturas, a mobilidade e a sustentabilidade.

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Esta ministra é uma oportunista reconhecendo que Beja é a pior capital de distrito do Pais, a mais desprezada. Se este governo está há quase 2 anos no poder porque nada fez a favor de Beja? Os governos têm de ser independentes na gestão do país e como Beja é descriminada como é que agora vai ser diferente, a não ser na conversa demagógica, duma Ministra sem o mínimo de dignidade, de competência, de inteligência e de nenhum civismo, vivendo à conta do erário público. Foi cabeça de lista pelo Algarve porque não optou ser por Beja, o que revela enorme hipocrisia.

Manuel Conceição

03/11/2025

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