Numa reunião que sentou à mesma mesa, o Secretário de Estado das Pescas e do Mar e o Executivo Municipal estiveram em destaque os desafios e oportunidades associados ao Rio Guadiana e ao enquadramento estratégico do concelho no Programa MAR 2030.

A valorização do Guadiana enquanto eixo estruturante de desenvolvimento sustentável, com enfoque na sua dimensão ambiental, económica, social e identitária foi um dos temas abordados

Em nota de imprensa, o município de Mértola revela que foi “sublinhada a especificidade da pequena pesca artesanal do Guadiana, enquanto atividade de reduzida escala, de forte valor cultural e territorial, e a necessidade de adequar os instrumentos do MAR 2030 à realidade dos rios interiores e territórios de baixa densidade, garantindo critérios de elegibilidade e apoio ajustados às comunidades piscatórias do interior.”

No plano ambiental, foram discutidas “as alterações hidrológicas e ecológicas do Rio Guadiana, associadas à gestão do sistema Alqueva e aos fenómenos climáticos extremos recentes, nomeadamente as cheias registadas no concelho de Mértola” e, nesse contexto, foi reforçada a importância da “monitorização ambiental permanente, do restauro ecológico das margens ribeirinhas e da melhoria das condições de navegabilidade e segurança fluvial, em articulação com entidades nacionais competentes.”

A Estratégia MAR 2030 de Mértola – “Do Rio ao Território”, que propõe um modelo integrado de desenvolvimento baseado na articulação entre conservação da natureza, pesca artesanal, ciência, inovação, turismo fluvial e bioeconomia azul foi outro tema abordado. Trata-se de uma estratégia que “posiciona Mértola e o Guadiana Interior como território piloto de Economia Azul Sustentável em contexto interior, alinhado com as prioridades do MAR 2030 e com as agendas europeias da transição verde e da adaptação climática.”

O papel da Estação Biológica de Mértola também foi destacado enquanto infraestrutura científica estratégica, fundamental para a investigação aplicada, monitorização ecológica e transferência de conhecimento, bem como o potencial dos projetos estruturantes associados ao turismo fluvial, à Estação Náutica de Mértola, à valorização do peixe do rio e aos circuitos curtos alimentares.

 

 

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