A decisão de alterar as datas destas provas digitais destinadas aos estudantes do 4.º, 6.º e 9.º anos foi anunciada pelo Ministério da Educação, segundo uma nota enviada às escolas a que a Lusa teve acesso.

“A situação de calamidade que recentemente atingiu várias zonas do país causou danos nas infraestruturas escolares, nas comunicações e na rede elétrica, forçando a reorganização temporária dos espaços escolares. Além disso, o elevado impacto destas intempéries climatéricas na vida dos alunos, das famílias, dos profissionais de Educação e das comunidades exige tempo para ser ultrapassado, de modo que todos possam progressivamente cuidar do seu bem-estar e retomar a normalidade”, afirma o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) na nota.

Estas provas em formato digital servem para garantir que os alunos estão familiarizados com a plataforma que irão depois usar nas provas ModA e garantir que as escolas também estão preparadas para avançar com elas.

No entanto, a tutela considera que "não estão reunidas" essas condições "para todos os alunos e todas as escolas, pelo que se optou pelo reagendamento das provas-ensaio.

As provas, que deveriam começar a 23 de fevereiro, irão realizar-se entre 14 e 23 de abril.

O novo calendário das provas ensaio começa com a prova de Inglês para os alunos do 6.º ano, a 14 de abril, dois dias depois fazem a de Inglês (dia 16) e a 20 de abril a de Matemática.

Os alunos do 4.º ano realizam a prova de Português a 15 de abril, seguindo-se a de Matemática (17 de abril).

Já os alunos do 9.º ano vão realizar o teste para o exame nacional de Português a 21 de abril e o teste para Matemática a 23 de abril.

O Ministério sublinha que as datas das provas ModA e das Provas Finais do 9.º ano "mantêm-se inalteradas".

Este ano, as provas ModA realizam-se entre 27 de maio e 9 de junho, enquanto as provas finais do 9.º ano começam a 17 de junho com Português e a 22 de junho com Matemática. 

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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