O protocolo para este levantamento e planeamento das infraestruturas náuticas no Guadiana foi assinado na terça-feira e vai ser promovido pela empresa Docapesca, em conjunto com a câmara alentejana de Mértola (Beja) e as algarvias de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António (Faro).

“Este protocolo é muito importante, porque fará essa complementaridade à navegabilidade do rio quando esta estiver concluída”, o “que se traduzirá na captação de pessoas para o concelho e numa dinamização ainda maior do turismo”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé.

O Estudo para Identificação das Infraestruturas Fluviais com Potencial para Dinamização Sustentável da Via Navegável do Rio Guadiana visa, entre outros objetivos, identificar as infraestruturas fluviais existentes ao longo do troço do que percorre os quatro municípios abrangidos.

E pretende propor novas infraestruturas fluviais e de ‘interface’ com infraestruturas terrestres “que capacitem o desenvolvimento dos agregados populacionais com maior potencial”.

Segundo Mário Tomé (PS), “este estudo tem uma pertinência grande” e pode fornecer “linhas de orientação e intervenção diferentes daquelas que, pelo senso comum”, são consideradas “importantes”.

O autarca acrescentou que o município alentejano já dispõe de “um conjunto de estruturas e de cais” identificados para tirar partido do projeto de navegabilidade do Guadiana, com destaque para o antigo porto mineiro existente na aldeia de Pomarão.

Depois de ter sido um “canal de comunicação” de Mértola “para o mundo” no passado, este porto pode voltar a ser importante para o concelho “numa lógica de promoção turística e de aproveitamento do património natural”, disse.

O projeto de navegabilidade do rio Guadiana entre Vila Real de Santo António e Mértola está a ser desenvolvido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Os dois primeiros troços do projeto, entre Vila Real de Santo António e Alcoutim e de Alcoutim a Pomarão, já estão realizados.

A concretização do terceiro troço, entre o Pomarão e Mértola, foi anunciada, em junho deste ano, pela DGRM.

De acordo com a informação divulgada na altura, o projeto representa um investimento na ordem dos três milhões de euros e contempla a regularização de fundos em toda a extensão do troço e a execução do assinalamento marítimo, através de balizagem diurna e noturna, do futuro canal de navegação.

O presidente da Câmara de Mértola reconheceu que existe “uma expectativa enorme” relativamente a esta obra, classificando-a de “muito importante” para o concelho.

“O município tem feito a sua parte e tem criado um conjunto de projetos – o mais recente a Estação Biológica, num espaço físico que está junto ao rio –, pelo que esperamos que também o Estado central faça a [parte] dele e que se concretize a navegabilidade” do Guadiana até Mértola, concluiu.

 

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