Incêndios: Fogo em Odemira consumiu área estimada em 1.100 hectares
O incêndio que deflagrou na quarta-feira e foi dominado hoje, às 18:40, na zona de Sabóia, no concelho de Odemira, consumiu uma área estimada de 1.100 hectares, num perímetro de 20 quilómetros, revelou a Proteção Civil.
“A área [ardida] que apurámos tem cerca de 1.100 hectares, com um perímetro estimado de 20 quilómetros”, disse o 2.º comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, José Guilherme Marcos, numa conferencia de imprensa em Sabóia, para fazer o ponto de situação do incêndio.
Segundo o responsável, as entidades competentes irão apurar a área final ardida, mas, de acordo com as previsões, “este incêndio tinha um potencial de dano que poderia chegar a cerca de 6.000 hectares”.
Pela área que se estima ter ardido, toda no concelho de Odemira, distrito de Beja, “dá para ver a intensidade do incêndio”, o “desempenho de excelência” e “a dificuldade que homens e mulheres tiveram para que chegássemos ao dia de hoje e a esta hora com o incêndio dominado”, frisou.
No entanto, vincou, “os operacionais vão manter toda a consolidação do perímetro de incêndio”, pois “há muito trabalho ainda pela frente, (de) algumas horas”.
Segundo José Guilherme Marcos, a Estrada Regional 266 e o Caminho Municipal 1160 vão manter-se fechados a veículos civis, por questões de segurança e para permitir a circulação de viaturas de socorro.
A noite de hoje e “a entrada de alguma humidade vão ajudar os operacionais a consolidar o perímetro de incêndio, que é grande, bastante extenso”, indicou.
Por isso, “vamos manter os operacionais no terreno e só vamos dar o incêndio como finalizado quando todos tivermos a certeza de que não irá reativar”, reforçou.
Da área ardida de que há levantamento, o incêndio lavrou “todo no concelho de Odemira”, disse o comandante, lembrando que na quarta-feira “havia a previsão de que passasse para o distrito de Faro, o que felizmente não aconteceu”.
“E não aconteceu porque tivemos não só o empenho destes operacionais como a boa coordenação de todas as entidades das regiões do Alentejo e do Algarve, que, em parceria, se uniram para que este incêndio não provocasse mais danos, seja de património, seja de bens, mas acima de tudo de vidas humanas”, sublinhou.
Em termos de vidas humanas, frisou o comandante que “é de enaltecer que chegámos ao fim de uma ocorrência com o comportamento e com a dimensão que [este incêndio] teve sem feridos graves no seio dos operacionais”.
No entanto, “infelizmente”, há a “lamentar” um ferido civil, com queimaduras graves em 40% do corpo e que está internado no Hospital de Faro.
Já ao nível de operacionais, apenas “feridos leves, com pequenas entorses, exaustão, pequenas quedas”.
“Felizmente, chegámos à fase de [incêndio] dominado sem qualquer ferido grave entre todos os operacionais que estiveram presentes neste teatro de operações”, sublinhou.
José Guilherme Marcos apelou à população para “não ter comportamentos de risco”, que possam causar incêndios, e para cumprir todas as regras e orientações “emanadas pelas diversas entidades”, como a proibição do uso de fogo.
“Isto ajuda a que não tenhamos este tipo de ocorrência. Não podemos esquecer que os meios são finitos e o não chegarmos a este ponto, que os meios sejam finitos, requer muita prevenção, muita precaução e muito cuidado”, sublinhou.
Já Tomás Silva, da GNR, disse que a força de segurança está “a realizar diligências” para “apurar factos concretos” sobre as causas do incêndio.
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