Hospital de Beja transfere doentes COVID para Base Aérea nº11
O Hospital José Joaquim Fernandes prepara-se para transferir, doentes COVID para a Estrutura de Apoio e Retaguarda instalada na Base Aérea nº11. Este espaço já tinha servido de apoio a utentes de um lar da cidade de Beja que se viu a braços com um surto, em outubro do ano passado
Foto: ULSBA
Neste momento com a unidade hospitalar praticamente lotada a nível de camas, 8 em UCI e 76 em enfermaria, a opção foi deslocar os doentes COVID que já não precisam de estar em meio hospitalar, mas que ainda estão em “fase de cura”, de maneira a libertar camas para pessoas infetadas que necessitem de internamento. A confirmação é feita por José Aníbal Soares, o diretor Clínico do Hospital de Beja recorda ainda a colaboração que tem existido entre hospitais do SNS, que permitiu, em determinada altura, transferir doentes de Beja para Portimão e entretanto Beja também já recebeu doentes de Évora.
Desde o Plano de Contingência inicial houve, no Hospital de Beja, um aumento no número de camas para doentes COVID, de 36 passou para 46 e recentemente para 76, ainda assim, no que toca a meios humanos só houve um acréscimo a nível de enfermagem. A situação não tem sido fácil e tem exigido muito por parte dos profissionais de saúde que neste momento estão “cansados” e “exaustos” por isso, José Aníbal Soares espera que não cheguem ao “limite”.
Em Beja, tal como no resto do país, a situação complicou-se depois do Natal com um aumento do número de casos a precisar de internamento, segundo José Aníbal Soares as camas dos cuidados intensivos têm estado sempre com uma ocupação de 100%, quanto à enfermaria, no espaço de três semanas, aumentou de 18 para cerca de 70 doentes internados.
O aumento do número de camas tem sido feito sobretudo “à custa” da atividade programa a nível das cirurgias, mas José Aníbal Soares garante que todos os doentes urgentes e prioritários não COVID recebem o tratamento a que têm direito.
Ainda segundo, José Aníbal Soares neste momento, mesmo existindo uma vacina, não se pode “baixar a guarda” e é fundamental sobretudo, nesta fase de confinamento, ficar em casa. O diretor clínico do Hospital de Beja chama a atenção para o facto de estarem a chegar àquela unidade doentes cada vez mais novos e em estado mais grave e revela que na UCI, o doente mais novo que está internado tem menos de 40 anos.
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