Hospital de Beja aguarda incentivo do Governo para requalificar urgência
A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) pretende candidatar o projeto de requalificação da urgência do hospital de Beja ao programa de incentivo financeiro lançado pelo Governo, revelou hoje o presidente do conselho de administração.
Foto: O ATUAL
Em declarações à agência Lusa, o presidente da ULSBA, José Carlos Queimado, indicou que o projeto de arquitetura e especialidades relativa a esta empreitada foi concebido no último ano e meio, mas escusou-se a revelar o custo da obra.
“Temos um projeto de requalificação da nossa atual urgência já concluído e, assim que o programa do Governo for publicado em Diário da República (DR), iremos formalizar a candidatura”, referiu o responsável.
No dia 22 de abril, no parlamento, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou o lançamento de um programa de incentivo financeiro no valor total de 50 milhões de euros, até 2027, para requalificar urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A governante avançou então que o despacho sobre este programa seria publicado em DR nos dias seguintes, o que não aconteceu até agora.
Nas declarações à Lusa, o presidente da ULSBA realçou “as condições muito pouco dignas em que as pessoas trabalham e são atendidas hoje em dia” na urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja.
“O hospital tem 50 anos. Atualmente, a nossa urgência funciona num espaço que não tem 500 metros quadrados de área útil”, disse.
Mas, no projeto mais amplo de requalificação e ampliação da unidade hospitalar, está projetado um espaço com “1.800 metros quadrados” para o serviço de urgência, disse.
José Carlos Queimado assumiu que, “sem prejuízo de se fazer a ampliação” do hospital, “a situação atual da urgência não pode ser mantida”.
Numa visita ao hospital de Beja, em novembro de 2025, no âmbito de um périplo por unidades locais de saúde, a ministra da Saúde mostrou-se preocupada com as “condições muito deficientes” do edifício e aludiu, na altura, à requalificação da urgência.
“Já sabemos exatamente qual é o valor [da obra] e esperamos que haja uma linha de financiamento, como houve também no Governo anterior para os blocos de parto, para a requalificação das urgências e este hospital terá prioridade”, admitiu, então.
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