De acordo com a GNR, “este comportamento de risco, que tem suscitado elevada preocupação, compromete gravemente a segurança de todos os utentes da via ao introduzir fatores de distração que anulam a atenção necessária ao volante.”

Trata-se de um hábito que, segundo a GNR, “não é apenas uma infração legal, mas um perigo real, uma vez que a utilização indevida do telemóvel durante a condução pode triplicar a probabilidade de ocorrência de acidentes” uma vez que “o manuseamento indevido destes dispositivos causa uma distração cognitiva profunda, que reduz drasticamente a capacidade de reação e o campo visual do condutor, produzindo efeitos de perda de perceção semelhantes à condução sob influência do álcool.”

Os dados estatísticos da GNR revelam números preocupantes no que respeita ao manuseamento de dispositivos eletrónicos, tendo-se verificado no ano de 2025 o valor mais alto do período em análise, com um total de 18 631 infrações detetadas, o que representa um aumento de cerca de 8% face às 17 281 registadas em 2024. Em 2026, apenas no primeiro trimestre (até 31 de março), já se contabilizam 4 179 infrações.

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