Depois da passagem por Porto Covo, no último fim de semana, a 26.ª edição do FMM tem um segundo arranque, agora no palco do Castelo de Sines e na Avenida Vasco da Gama, mas também com uma aposta na programação paralela que leva muitas famílias ao festival.

Horas antes do início dos concertos, coube a Fábio Superbi, narrador oral e marionetista de Minas Gerais, no Brasil, a animação da iniciativa paralela “Contos de Tantos Mundos”, no Pátio das Artes.

Com uma casa cheia de crianças e alguns adultos atentos às suas palavras, Fábio, radicado há cerca de nove anos em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, apresenta-se: “O contador de histórias é um mentiroso”.

E a partir daqui desafiou o público a acreditar nas suas palavras para lhes falar de rios que dormem, amores envergonhados, animais irrequietos e famílias com manias.

Nesta sua estreia no festival, que já conhecia enquanto espetador, o contador manteve um diálogo constante com o público, arrancando risos, comentários e muitas perguntas. 

O FMM “oferece mesmo a oportunidade de ouvir outras vozes, outras culturas cantadas”, afirmou Fábio Superbi à agência Lusa, numa ideia que atravessa tanto as iniciativas para crianças e famílias como os concertos programados para os palcos de Sines. 

Mais do que entreter os mais novos, a sessão refletiu uma das mensagens que atravessam o FMM: aproximar públicos de diferentes idades de culturas e experiências que lhes são menos familiares.

“Há outros quintais, outras vozes, outras avós. São todas famílias, são todos amigos, só que moram em lugares diferentes”, resumiu o contador à Lusa.

Das histórias contadas durante a tarde, o FMM passa esta quarta-feira para as músicas cantadas nos grandes palcos, pela voz de Filipe Sambado que abriu a programação do castelo, às 18:00.

Seguem-se Aïchoucha by Khalil Epi, da Tunísia (21:00), Lia Kali, da Catalunha (22:15), e Julian Marley & The Uprising, da Jamaica e do Reino Unido, às 23:30.

A música continua depois na Avenida Vasco da Gama, já pela madrugada, com os portugueses Yakuza e os franceses Super Parquet.

O regresso a Sines fica também marcado pela estreia do sistema L-ISA Immersive Audio no palco do castelo.

Segundo a organização, trata-se da primeira utilização desta tecnologia num festival de música em Portugal, permitindo distribuir espacialmente as vozes e os instrumentos e envolver o público numa experiência sonora tridimensional.

Esta 26.ª edição do FMM - festival financiado pela Câmara Municipal de Sines – acolhe artistas de Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Peru, Portugal, República Democrática do Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia. 

Até ao próximo domingo, o público pode ainda assistir a um total de 25 concertos distribuídos pelos palcos do Castelo e da Avenida da Praia de Sines.


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