Festival Internacional de Teatro do Alentejo celebra 10 anos com 21 espetáculos
Um total de 21 espetáculos de companhias portuguesas e de mais sete países ibero-americanos vão ser apresentados na 10.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA), que arranca nesta quinta-feira em Beja.
O FITA é uma organização da companhia de teatro Lêndias D’Encantar, de Beja, e vai passar pelos municípios de Aljustrel, Beja, Ferreira do Alentejo, Mértola (todos no distrito de Beja), Arraiolos (Évora), Ponte de Sôr (Portalegre) e Santiago do Cacém (Setúbal).
“As nossas expectativas são as melhores, pois acreditamos muito no trabalho que fazemos e na programação que temos”, disse à agência Lusa António Revez, diretor artístico do FITA.
Segundo este responsável, em 2023 o festival tem como ‘país convidado’ o Uruguai, numa parceria com o Instituto Nacional das Artes Escenicas (INAE) daquele país sul-americano.
“Vamos ter em destaque produções oriundas do Uruguai, com quatro espetáculos, mais uma coprodução em que estão envolvidos criadores do Uruguai, de Portugal, Espanha e Cuba”, destacou António Revez.
A par disso, “temos uma programação variada e de qualidade, com representações do Equador, do Brasil, da Colômbia, do Chile, da Argentina, de Espanha e, naturalmente, de Portugal”, acrescentou.
A 10.ª edição do FITA arranca quinta-feira, às 21:30, no antigo hospital da Misericórdia de Beja, com a apresentação do espetáculo “Coração de Antígona”, das companhias Lêndias D’Encantar (Portugal), Centro Dramático Galego (Espanha) e El Mura (Uruguai).
No primeiro dia de festival será também apresentado, no cine Oriental, em Aljustrel, às 21:30, o espetáculo “3 Pessoas, 3 Histórias, 1 Palco”, da Companhia Alentejana de Dança Contemporânea.
O certame prolonga-se até dia 01 de julho, com um total de 21 espetáculos de teatro e dança.
Para o diretor artístico do FITA, ao fim de 10 anos de existência a marca do festival “é bastante observável” em toda a região.
“Na maior parte destes concelhos onde realizamos o FITA, se não fosse o festival muito dificilmente este público teria acesso a espetáculos oriundos destes países”, frisou António Revez.
O responsável acrescentou que a recente opção de ter um ‘país convidado’ tem ajudado o festival a perdurar “para além da realização dos dias em que decorre”, além de também permitir “a circulação de espetáculos portugueses” no estrangeiro.
Nesse âmbito, revelou, “está prevista a digressão de três ou quatro grupos portugueses pelo Uruguai no ano de 2024”.
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