FAABA quer soluções para o desenvolvimento da atividade agrícola
A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) foi uma das estruturas associativas que marcou presença numa reunião com o ministro da Agricultura, em Évora. A FAABA espera que preocupações de longa data deem lugar a soluções para a agropecuária no interior. Língua azul, PEPAC e o agravamento dos custos dos fatores de produção foram alguns temas em cima da mesa.
Os agricultores fizeram referência a apoios e estratégias futuras em relação à doença da Língua Azul, indo ao encontro de uma das suas preocupações apresentadas em carta endereçada ao ministro da Agricultura em outubro de 2025. A expectativa dos agricultores é que sejam igualmente tidos em conta os prejuízos causados aos produtores pela doença, nesse mesmo ano, e que ainda não tiveram eco por parte da tutela.
Outras das preocupações identificadas em carta pelos agricultores do Baixo Alentejo e abordadas na reunião com o titular da pasta foi o PEPAC, nomeadamente, “os atrasos e as verbas manifestamente insuficientes em relação aos projetos aprovados.” São ainda defendidas medidas que encorajem a renovação geracional e promovam a fixação de pessoas no interior do país.”
O agravamento dos custos dos fatores de produção, resultantes do conflito com o Irão, designadamente o aumento do gasóleo agrícola e dos fertilizantes, foi outra preocupação manifestada pelos agricultores.
Também a ACOS – Associação de Agricultores do Sul foi convidada para uma reunião com o Ministro da Agricultura. A Pecuária Extensiva esteve em destaque com referências às medidas a tomar em relação às doenças emergentes. O declínio do montado de sobro e azinho foi igualmente apresentado como uma matéria preocupante a ter em conta.
Rui Garrido, presidente da ACOS, manifestou ainda uma preocupação de longa data que se prende com a criação de pequenos regadios de apoio à pecuária extensiva, que deverá ser vinculada à Estratégia Água que Une e trabalhada no sentido de ser concretizada logo que seja possível.
De acordo com Rui Garrido, "os agricultores não podem estar à mercê de anos de seca sem soluções que salvaguardem a atividade agropecuária em zonas de extensivo, de sequeiro".
Relativamente às palavras encorajadoras deixadas pelo ministro da Agricultura, os agricultores alentejanos consideram que as mesmas “deverão dar lugar, sem demoras, a soluções concretas de acompanhamento e desenvolvimento das atividades agrícola, pecuária e florestal no interior do país.”
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