Deputados do PS exigem garantias do Governo para a requalificação da Linha Ferroviária Casa Branca – Beja
Os deputados do Partido Socialista Pedro do Carmo (eleito pelo Círculo Eleitoral de Beja), Luís Testa (eleito por Portalegre) e Luís Dias (eleito por Évora), acusam, em nota de imprensa, “o PSD de querer ilibar o Governo da responsabilidade nos atrasos na requalificação da Linha Ferroviária Casa Branca – Beja e exigem compromissos concretos por parte do executivo que garantam o avanço do investimento.”
Esta posição surge em jeito de resposta, ao deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente que acusou a CCDRAlentejo de ser a responsável pela retirada de 60 milhões da eletrificação da linha Casa Branca – Beja. Agora os deputados socialistas rejeitam aquilo que consideram ser “a tentativa de transformar um problema real de execução e de maturidade técnica de um investimento estruturante numa guerra de culpas destinada unicamente a ilibar o Governo e a atacar instituições regionais.”
Os deputados socialistas afirmam que “o PS tem, desde o primeiro momento, uma posição simples e consequente: a obra da linha Casa Branca - Beja é uma prioridade estratégica para o Baixo Alentejo e para o Alentejo. Razão pela qual, aliás, foi o anterior Governo do PS a inscrever financiamento através de fundos europeus para apoiar este investimento.”
Para os deputados socialistas, “o que está hoje em causa não é propaganda nem pedidos de desculpa, é garantir que a obra avança, com financiamento certo, prazos verificáveis e responsabilidade claras” e afirmam que “nas audições parlamentares de 18 de fevereiro, ficou explicado que as reprogramações do Alentejo 2030 não são atos arbitrários e que dependem, em última instância, de validação do próprio Governo.”
Ainda segundo os deputados socialistas, "reduzir este processo a uma "decisão unilateral" da CCDR é, no mínimo, desconhecer os mecanismos institucionais e querer fabricar uma narrativa para desviar atenções do essencial.”
Pedro do Carmo, Luís Testa e Luís Dias consideram ainda que “chegados a esta ponto, o PSD desdobra-se em esforços para ilibar o Governo de qualquer responsabilidade, mas omite o ponto decisivo” e defendem que aquilo que "a região precisa agora é de compromissos concretos."
Para os deputados socialistas “não basta afirmar que o Governo vai assegurar os 60 milhões por outras vias”, por isso, “o PS exige que essa assunção de responsabilidades se traduza em garantias objetivas e verificáveis: fontes de financiamento concretas, autorizações e programação plurianual, calendário de obra e data de conclusão” porque “só assim se evita que o Baixo Alentejo volte a ser confrontado com promessas vagas, sucessivos adiamentos e incerteza permanente.”
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