Deputados do PS em defesa da proteção e valorização do Barranquenho
Um grupo de 22 deputados do PS, incluindo os dois eleitos pelo círculo de Beja, apresentou um projeto de lei de proteção e valorização do Barranquenho.
Os socialistas querem que o Barranquenho seja
protegido e valorizado como expressão da diversidade cultural de Portugal,
marca da identidade de uma comunidade.
O projeto de lei, sustenta que o “Estado Português deve reconhecer o direito a cultivar e promover o Barranquenho, enquanto património cultural imaterial, instrumento de comunicação e de reforço de identidade da população de Barrancos, reconhecendo ainda o direito à aprendizagem do Barranquenho, nos termos a regulamentar, em articulação com a autarquia local e o agrupamento de escolas.”
No documento é recordado que “o Barranquenho,
uma língua híbrida, ainda que sem tradição escrita, única no mundo pelo seu
carácter misto de português e espanhol, falado pelos cerca de 1300 residentes e
por todos os naturais do concelho há vários séculos, constitui, pois, um lugar
de encontro de culturas peninsulares.”
De acordo com os deputados do PS, o Barranquenho “guarda um resquício da literatura oral peninsular e, provavelmente, o último vestígio das origens da cultura musical procedente da zona nordeste portuguesa, entre muitas outras especificidades, relacionadas com as tradições orais, musicais, culturais, costumes, culinária, artesanato, formas de fazer.”
Pedro do Carmo, deputado do PS eleito por
Beja, afirma que o projeto de lei de proteção e valorização do Barranquenho, do qual é o primeiro subscritor, surge porque existe o risco de se perder este
património linguístico e revela algumas medidas propostas no documento.
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